O grupo Canto e Poesia, foi criado há 27 anos, por iniciativa da professora de Arte Terapia. Aristo de Carvalho.

A ideia surgiu da necessidade de ter um espaço, onde aposentados pudessem se reunir para interagir, tendo oportunidade de mostrarem suas habilidades, desenvolver talentos em diversas áreas: canto, poesia, dança, interpretação teatral, artesanato, artes plásticas etc.

Inicialmente as reuniões aconteciam na Biblioteca Municipal Machado de Assis, em Botafogo. Buscando atender a maioria dos participantes que residem em Laranjeiras, Largo do Machado, Catete e Gloria, as reuniões passaram a acontecer no Palácio do Catete, Museu do Telefone, e atualmente no Centro Municipal Oduvaldo Viana Filho, popularmente conhecido por Castelinho do Flamengo, um ponto turístico da cidade do Rio de Janeiro.

O convívio acolhedor e harmonioso, logo deram frutos, a maioria dos participantes, antes retraídos, acanhados, mostrara-se desinibido e participativos. Com frequências familiares procuram a coordenadora para agradecerem. “Um dia sonhei que era acendedor de estrela”, confidencia Aristo.

As reuniões são temáticas, homenageando artistas, datas festivas, elementos da natureza. Também são realizados desfiles de modas. No Castelinho as reuniões acontecem quinzenalmente, das 15 às 17 horas. Como o grupo é dinâmico, são sempre convidados por outros grupos e instituições, levando alegria, resgatando a autoestima de seus componentes por sentirem-se úteis. Passeios e pequenas viagens também são realizadas com o objetivo de estreitarem as relações, possibilitando maior entrosamento, sempre em clima festivo onde não faltam Música e Poesia.

Agosto é mês de festa, 27 anos, aniversário do grupo, as comemorações aconteceram durante todo o mês, com homenagens, missa em ação de graças, almoços, chás, seresta itinerante, sorteios de brindes produzidos com carinho pelas mãos habilidosas das artesãs dedicadas.

Desejando ao Grupo, feliz aniversário, encerro esta coluna citando Fernando Pessoa: “Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para casar como que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar”.