Com a postagem de hoje, chega ao fim a lista de sugestões de livros para o período de isolamento social. Ao longo dos últimos 10 dias, foram indicados 50 títulos de todos os estilos, atendendo todos os públicos.

A Garota Sem Nome (Marina Chapman)

Trata-se da autobiografia da menina, agora adulta, que após ser sequestrada, aos quatro anos, foi abandonada em uma floresta na Colômbia, na década de 1950. Ali, foi adotada por uma família de macacos, que não apenas a aceitou como um dos filhotes como garantiu sua sobrevivência até os dez anos, quando, já selvagem, foi novamente sequestrada por caçadores e devolvida à civilização, mas da pior forma possível: em vez de recebida em uma família, a jovem foi vendida a um bordel, de onde fugiu e teve que aprender como viver na cidade, como uma criança em situação de rua. A real identidade da autora nunca foi descoberta, assim como o paradeiro de seus pais, de quem ela não guarda nenhuma lembrança. Nem mesmo seu verdadeiro nome é conhecido: o atual foi escolhido por ela aos 14 anos, quando, finalmente, Marina deixou de ser uma garota sem nome.

A Guardiã Da Minha Irmã (Jodi Picoult)

Um daqueles livros para se ler com um lencinho ao lado. A menina Anna nasceu com um propósito: salvar sua irma, Kate, diagnosticada com leucemia desde pequena. A caçula foi concebida por fertilização in vitro, o que garantiu a combinação genética perfeita para que as duas sempre fossem compatíveis em tudo. Ao longo da vida, Anna foi submetida a diversos procedimentos que visavam salvar a vida de Kate, o que impactou, diretamente, em sua própria vida. Ao chegar na adolescência, a busca pela própria individualidade leva Anna a questionamentos inexistentes até então, ao mesmo tempo em que Kate desenvolve um quadro de insuficiência renal. Ciente de que, se fizer a doação, terá sua vida bastante restrita, Anna busca ser emancipada para processar seus pais e obter o direito de viver como qualquer outra pessoa de sua idade, o que lhe fora impedido até então… mesmo que isso signifique a morte de Kate.

172 Horas Na Lua (Johan Harstad)

Indicado, principalmente, para os amantes de ficção científica, “172 Horas Na Lua” se passa nos Estados Unidos de 2018. Às vésperas da primeira ida do homem à Lua completar 50 anos, é sabido que tal façanha já não impressiona mais os jovens, cada vez menos interessados no feito dos astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.  Visando atrair novamente o interesse desse público e dos patrocinadores de novas missões, a Nasa promove um concurso no qual três adolescentes terão a oportunidade de visitar o satélite em uma expedição. A estadia, de uma semana, seria transmitida em um reality show, o que atrai candidatos do mundo inteiro. Finalmente, três jovens são selecionados: Mia, uma norueguesa de 16 anos cujo objetivo é divulgar sua banda; Midori, uma japonesa de 15 que vê na viagem uma maneira de se livrar da cultura opressora de seu país; e Antoine, um francês de 17 cujo único objetivo é ficar o mais longe possível da ex-namorada. Apenas ao chegar na Lua eles descobrem que havia uma razão perturbadora pela qua as idas ao local cessaram há muitas décadas

O Livro Dos Negros (Lawrece Hill)

O livro narra a trajetória fictícia da escrava Aminata Diallo, sequestrada na África quando criança e levada para os Estados Unidos. Instalada na Carolina do Norte. Após conseguir fugir para o Canadá, ela tenta viver em liberdade. Nessa nova fase da vida, ela aprende a ler e escrever. O grau de detalhamento da obra é tao grande que, ao fim, o leitor acredita que toda aquela história foi real – e, apesar de Aminata ser uma criação do escritor, ela representa todos os escravos levados para o Hemisfério Norte.

A Queridinha Do Meu Bairro (Sonia Maria Dorce)

“Boa noite, está no ar a televisão do Brasil”. Com essa frase, a menina Sonia Maria Dorce, então com seis anos, entrou para a história: coube a ela inaugurar a TV Tupi, o que fez dela a primeira pessoa a aparecer na TV brasileira. Apesar da pouca idade, ela já era uma veterana no rádio e como não sabia ler, decorava suas participações, técnica levada ao novo meio de comunicação (os artistas das radionovelas não conheciam, ainda, maneiras para memorizar todos os seus diálogos). Única criança contratada da emissora naquele momento inicial, coube à garotinha, junto com os demais profissionais, descobrir como desenvolver a linguagem televisiva sem nenhum referencial. Na autobiografia, a agora senhora relembra várias memórias como as idas à casa do futuro presidente Jânio Quadros, à visita à mansão dos Matarazzo, na antiga Avenida Paulista; a festa que celebrou a primeira transmissão brasileira e outros detalhes, além de dedicar as últimas páginas a artistas que surgiram na TV logo em seguida.

Para ler as listas anteriores, escolha o dia abaixo:

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