Em continuidade às sugestões de leitora para esse período de isolamento voluntário, confira as seleções do dia de hoje. Para ver as de ontem, clique aqui:

 Extraordinário (R. J. Palácio)

Outro livro também escrito para o público infanto-juvenil, mas que conquistou, principalmente, os adultos. A história do menino Auggie, que nasceu com uma severa deformação crânio-facial, é contada sob diversos pontos de vista, que mostram, sob diversas perspectivas, seu primeiro ano na escola, os efeitos do bullying e as tentativas do garoto viver uma vida normal em um mundo onde ele é apontado como diferente por muitos. O sucesso foi tanto que originou diversos outros títulos derivados, escritos pela mesma autora, e um filme homônimo.

Lar Doce Lar (Mary Higgins Clark)

Mary Higgins Clark, morta em janeiro desde ano, é considerada a Rainha do Suspense e esse título não é a toa. Autora de mais de 50 livros, “Lar Doce Lar” é apenas um de seus trabalhos que merecem destaque. Neste, uma menina sem querer mata o próprio padrasto ao tentar salvar a mãe, vítima de violência doméstica. Incriminada pela sociedade, ela recebe a chance de crescer, com outro nome, escondendo esse passado, que ressurge em sua vida quando seu marido a presenteia com um imóvel: a casa onde o crime aconteceu, anos antes. A partir daí, acontecimentos diversos trazem à tona aquele ocorrido, ou será tudo fruto da imaginação da personagem?

Adorável Heroína (Michael Hingson e Susy Flory)

Em 11 de setembro de 2001, a cão-guia Roselle precisou fazer um trabalho além do seu treinamento: ela superou o medo que sentia de barulhos altos e nao apenas salvou seu dono, cego, a escapar da primeira torre atingida por um avião durante os ataques ao World Trade Center como também ajudou várias pessoas outras a acharem abrigo após a queda de um dos prédios, quando os escombros impediram que qualquer um enxergasse.  A história, real, teve grande repercussão nos Estados Unidos, mas foi pouco conhecida no Brasil. Após a morta da companheira, anos depois, Michael escreveu este título em sua homenagem, relembrando detalhes daquele dia e sua relação com sua guardiã.

Histórias Extraordinárias (Edgar Allan Poe)

Passados 175 após a publicação da história mais recente desta coletânea, a maioria delas continuam recentes e atrativas ao público, reforçando o título como um clássico da literatura. O livro reúne 18 contos de terror de Edgar Allan Poe, o mestre do terror, e como era de se esperar, os leitores sentem calafrios do começo ao fim, sempre com narrativas que mexem com o psicológico de quem lê.

O Cortiço (Aluísio Azevedo)

Clássico da literatura brasileira e exemplar mais representativo do Naturalismo, o livro, de 1890, é quase que um estudo do comportamento humano e ainda bastante atual. Como o próprio título sugere, ele se passa em um cortiço, tipo de moradia muito comum na época, e naquele ambiente inóspito, os personagens, comparados a animais, são transformados e corrompidos. Aquelas pessoas são um retrato da desigualdade social do Brasil daquele período e todas, as mais variadas maneiras, se enquadram à coletividade daquele espaço, o verdadeiro protagonista da obra.