Dessa vez, é verdade: as sugestões de leitura estão chegando ao fim. Amanhã é o último dia delas, mas enquanto não chega o momento da despedida, confira as dicas de hoje. Para acessar as de ontem, clique aqui:

Fuga do Campo 14 (Blaine Harden)

Shin Dong-hyuk nasceu e cresceu em um campo de trabalho da Coreia do Norte. Vivendo como prisioneiro com seus familiares devido a uma condenação sofrida por seus avós no passado, ele não conhece o mundo fora daquele universo. Na escola, aprende que americanos são monstros prontos para matá-los, o que justificaria a permanência. Sequer conhece a figura do imperador, Kim Jon Il, tão cultuado no resto do país e responsável por mante-lo naquela condição. Tudo muda quando o jovem conhece um prisioneiro estrangeiro recém-chegado, que o convence a fugir. “Fuga do Campo 14” é o único retrata o único relato conhecido de uma pessoa que nasceu em um campo de trabalho e que sobreviveu à fuga. A história, real, mescla a vida do protagonista com o cenário político da Coréia do Norte em cada época retratada, além de abordar outros problemas vividos após a conquista da liberdade, como xenofobia e as marcas deixadas pelo passado.

Os Pilares da Terra (Ken Follett)

A história se passa no século XII, quando a Inglaterra vive a guerra de sucessão do trono após a morte de Henrique I. A trajetória de diversos personagens é narrada durante várias décadas, produzindo uma extensa e apaixonante narrativa com ares medievais. Neste tempo, um morador insiste em tentar erguer uma catedral, tentativa dificultada pelo jogo de poder que engloba a alta sociedade. Por fim, o templo rouba a cena e passa a protagonizar a trama, conduzindo, em paralelo, o desenvolvimento dos demais moradores do local.

Um Mar de Segredos (Catherine Steadman)

Um casal vive uma vida perfeita e logo após o casamento, sai de lua de mel na paradisíaca ilha de Bora Bora. Em um dos passeios, eles encontram uma bolsa e o conteúdo dela muda suas vidas para sempre: trata-se de uma grande quantidade de dinheiro. A partir de então, começa a difícil decisão do que fazer com aquela quantia. A narrativa, ao mesmo tempo que envolve o dilema moral dos personagens, mostra o quão corruptível é o ser humano, além de destacar as consequências de cada ato.

Batte Royale (Koushin Takami)

 

A leitura mais pesada de todos os 50 livros sugeridos durante esse período de isolamento voluntário. Trata-se da obra que deu origem a “Jogos Vorazes” – e que faz o título derivado parecer um conto da Disney. Em uma sociedade totalitária, anualmente uma turma de estudantes é selecionada para participar, contra sua vontade, da batalha. Não há como fugir: os alunos são dopados a caminho da escola e só descobrem ser os participantes quando já chegam ao local. Há apenas uma maneira de sair: vencendo. E apenas um deles será o vencedor. Para isso, todos os outros devem morrer. Enquanto a maioria tenta vencer, alguns apenas querem derrotar aquele governo e acabar com essa tradição. Apenas no Japão, este livro vendeu 1 milhão de cópias.

Agosto (Rubens Fonseca)

O livro se passa no intervalo de tempo mais intenso da história recente do Brasil: agosto de 1954. Em um curto intervalo de tempo, o atentado da Rua Toneleros foi vinculado ao presidente Getúlio Vargas; a república viveu uma crise sem precedentes; houve diversas tentativas de manobras militares e, por fim, Vargas se matou. A tentativa de assassinato ao jornalista Carlos Lacerda, que vitimou o major Rubens Vaz, é um dos fios condutores da narrativa, que aborda outro crime, este ficcional: a morte de um empresário. A trama se desenvola em meio à construção histórica daquela época, produzindo uma história imperdível.