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Copacabana

Copacabana é um dos bairros mais conhecidos do mundo e atrai milhões de turistas durante todo o ano. Sua paisagem urbana, com edifícios contornando a praia em forma de "U" e os morros, costuma ser alvo de inúmeros elogios, que deram a ela o apelido de "Princesinha do Mar". Apesar de ter sido incorporado à cidade, sua história tem início em uma época anterior à integração da região à cidade do Rio de Janeiro, em 1892. 

A área, que inicialmente era chamada de "Sacopenapã" pelos índios tamoios que a habitavam, fazia parte da doação do fundador da cidade, Estácio de Sá, ao bandeirante André de Leão ainda em 1565. Desde então, passou por diversos proprietários até ser vendida pelos herdeiros de Rodrigo de Freitas (o mesmo que dá nome à lagoa), em 1748.


Pouco tempo depois, as terras passaram a ser popularmente conhecidas como Copacabana em referência à Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, erguida naquela época na pedra onde hoje há o Forte de Copacabana. Apesar de não haver registros da data exata de sua construção, há indícios de que o templo teria sido construído a pedidos do Frei Antonio do Desterro, que, após quase ser vítima de um naufrágio próximo dali, teria prometido a homenagem à santa caso sobrevivesse, em 1770. Durante muito tempo, a região foi habitada somente por pescadores, que viviam em casas simples nas proximidades do atual Posto 6.


Há relatos que garantem que, em 1823, o então imperador D. Pedro II, junto com uma comitiva, se deslocou até o distante areal para ver duas baleias que teriam encalhado na praia. Os animais não foram encontrados, mas a partir dessa viagem, a região tornou-se conhecida da população carioca. Com foco no lazer, o morador de Botafogo José Martins Barroso, teve a iniciativa de abrir outra acesso mais prático que o já existente (até então, só existia pela Ladeira do Leme), em 1858. Por isso, inaugurou, por conta própria, a Ladeira do Barroso e a rua homônima, que posteriormente passaram a se chamar Ladeira dos Tabajaras e Rua Siqueira Campos, o que atraiu cariocas atrás de um lugar tranquilo para piqueniques.


Copacabana começou a ganhar ares de bairro a partir de 1873, quando o alemão Alexandre Wagner comprou as terras da região (com exceção da chácara do comendador Paulo Felisberto Peixoto da Fonseca, que depois passou a ser conhecida como Bairro Peixoto). Wagner abriu várias ruas, mas o isolamento geográfico do local não atraiu um grande número de moradores. Após sua volta à Europa, os negócios continuaram nas mãos dos seus genros e procuradores, Theodoro Duvivier e Otto Simon, que desenvolveram loteamentos nos novos logradouros através da Empresa de Construções Civis, fundada junto com Antônio de Paula Fretas e Torquato Tapajós.


Somente com a expansão dos trilhos dos bondes que Copacabana foi incorporada à cidade do Rio de Janeiro. Em 1891, a Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico planejou levar o transporte até a Rua Barroso, onde a estação na esquina com a Praça Malvino Reis (atual Serzedelo Correia). A construção do Túnel Alaor Prata (o Túnel Velho) durou oito meses e ele foi inaugurado em 6 de julho de 1982, data na qual passou a ser comemorado o aniversário da região (que, na época, não era um bairro e sim uma parte da Gávea).


A Avenida Atlântica, que margeia a orla, foi aberta somente em 1906. Até então, o areal era a parte de trás dos quintais das casas da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Foi o primeiro logradouro a atravessar ambos Copacabana e Leme e, até aquele momento, e ainda contava com uma aparência rústica, sem pavimentação e com uma única pista. No ano seguinte, outro túnel foi aberto: dessa vez, na antiga Rua Salvador Correia (atual Avenida Princesa Isabel). Tratava-se de uma única galera, que recebeu o nome de Engenheiro Coelho Cintra, em homenagem ao profissional que foi o responsável pelo outro acesso.


Em setembro de 1909, a região recebeu seu primeiro cinema - em seus tempos áureos, o bairro chegou a ter 13 salas funcionando simultaneamente. O Cinema Copacabana foi inaugurado na Praça Malvino Reis. Devido à proximidade com a estação do bonde, o público preferia deslocar-se até salas mais modernas, o que fez com que o negócio acabasse três anos depois. Em 1913, o novo proprietário reinaugurou o estabelecimento em outro endereço próximo, na Rua do Barroso. Em sua nova fase, durou até 1917 devido à inauguração do Cinema Americano, um concorrente luxuoso que, em 1953, passou a ser chamado de Cinema Copacabana, como seu antigo rival e, que funcionou até 2002.


Outra construção importante no início do desenvolvimento da área foi o Forte de Copacabana, na antiga ponta da igrejinha, que foi demolida em 1918. Desde 1914, as duas estruturas coexistiram. A fortificação teve papel importante em alguns fatos da história do Brasil, como na Revolta dos 18 do Forte. Apesar do desenvolvimento, o território de Copacabana fez parte do distrito da Gávea até 1915, quando o prefeito Rivadávio da Cunha assinou o decreto que separou os bairros. O nome "Praia de Copacabana" só foi reconhecido em outro decreto, de 1917.


Na mesma década, o hábito de ir à praia popularizou-se. A procura pelo mar de Copacabana foi tão grande que, em 1917, o prefeito Amaro Cavalcanti decretou regras para seu uso, como horários e vestimentas. Apesar de cada vez atrair mais frequentadores, um acidente alterou o visual da praia em 1918. O cargueiro San Martin, parado na região do Lido, virou notícia devido às reclamações dos moradores da Rua Goulart (atual Avenida Prado Junior). A embarcação encalhou perto da arrebentação enquanto levava um grande estoque de charque, que apodreceu. Seus restos produziram um extenso banco de areia. Houve diversas tentativas de tirá-lo do mar, mas ele foi arrastado por fortes correntes marítimas. Além disso, uma ressaca tombou sua estrutura, enterrou-a na areia e inundou os decks inferiores. Com isso, tornou-se um recife artificial, que mais tarde atraiu diversas pessoas que iam até o local para "pegar jacaré" (ação de deslizar o corpo sobre as ondas, como se fosse uma prancha), prática que se tornou possível devido à suavidade das ondas produzidas. Esse cenário persistiu até a década de 1970, quando, devido ao alargamento da Avenida Atlântica, seu casco foi dinamitado.


Os anos 20 trouxeram muitos avanços para o bairro. Ainda em 1923, foi construído o luxuoso hotel Copacabana Palace, que se tornou um ícone na região. Ele foi encomendado para hospedar o grande número de turistas que viriam ao Rio de Janeiro para a Exposição Internacional Comemorativa do 1º Centenário da Independência, em 1922, e foi o primeiro grande prédio de Copacabana. Ocupava um grande terreno na recém alargada Avenida Atlântica, ao lado da Pedra do Inhangá (demolida posteriormente para a construção da piscina, do anexo e do Edifício Chopin) e só foi inaugurado um ano após o evento devido algumas dificuldades em sua construção. Em suas dependências, funcionava o ostentoso Cassino Copacabana, que permaneceu em atividade até 1943, quando o presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil.

Posteriormente, em 1924, foi inaugurada a Colônia Aimbire Z14, no Posto 6, para ajudar no sustento dos pescadores (que, depois dos índios, foram os primeiros habitantes de Copacabana). A sede original funcionava em Jacarepaguá e a data de fundação não é conhecida, pois a documentação original foi perdida em um incêndio. Inicialmente, o Governo autorizou a instalação desde que ela não se opusesse às conveniências militares. Junto a ela, foi autorizado também um posto de socorro naval, que serviria de abrigo às embarcações e aos pescadores. Posteriormente, foi renomeada como Colônia de Pescadores Z-13, com um sede na Lagoa Rodrigo de Freitas e até hoje funciona vendendo os peixes frescos, pescados pelos profissionais registrados, à população.

Nos anos seguintes, o bairro continuou evoluindo. Em 1931, a primeira linha de ônibus chegou à região. Mais tarde, em 1938, o prefeito Henrique Dodsworth terminou a obra do corte do Morro do Cantagalo, que ligou Copacabana à Lagoa. O acesso ao bairro melhorou em 1946, com a inauguração da segunda galeria do Túnel Engenheiro Coelho Cintra, que foi nomeada posteriormente de Túnel Engenheiro Marques Porto. No mesmo ano, foi liberada a construção de edifícios de 12 pavimentos - até então, o limite era de oito.


Na década de 1950, Copacabana já era completamente independente do Centro, com comércio e lazer próprio. Nessa época, o crescimento imobiliário estava em seu auge; toda a classe média queria morar no bairro. Foi nesse período que pequenos grupos de religiões de origem africanas começaram a se reunir na praia para celebrar a virada do ano, o réveillon, vestindo roupas brancas e cedendo oferendas a Iemanjá - era a origem da grandiosa festa que acontece anualmente na noite do dia 31 de dezembro.


Entre 1956 e 1958, Copacabana voltou aos jornais com três tragédias. A primeira foi o incêndio no Hotel Vogue, na Avenida Princesa Isabel. Sua boate era frequentada pela alta sociedade e pelos artistas da época, que se apresentavam no palco. Foi um dos piores acidentes do tipo ocorridos na cidade até então. O caso deixou várias vítimas, que não puderam ser salvas por causa da altura em que se encontravam (a escada dos bombeiros alcançava somente até o 8º andar, altura máxima até alguns anos antes). Dois anos depois, a iminência de queda do Edifício São Luiz Rei atraiu a imprensa e os curiosos para a Rua Figueiredo Magalhães. Durante cinco dias, o acidente virou uma grande atração midiática e, quando a derrocada finalmente aconteceu, a estrutura (que ainda estava em construção) destruiu outro prédio e mais duas casas, cujos moradores haviam sido retirados. Ainda em 1958, o o assassinato da estudante Aída Cury tornou-se o primeiro crime da "era moderna" do Rio de Janeiro. A jovem teria sido abusada sexualmente, torturada e jogada do alto do décimo segundo andar de um prédio na Avenida Atlântica.


Paralelamente, cada vez mais Copacabana era procurada por pessoas que passariam somente breve temporadas. Por isso, começaram a ser erguidos condomínios com pequenos apartamentos voltados para esta finalidade, como os edifícios Master (que já foi tema de um documentário) e Richard (o antigo 200 da Rua Barata Ribeiro). A concentração populacional nessas construções começou a mudar o perfil dos moradores do bairro, já que os imóveis começaram a ser usados como moradias permanentes.


No início de 1970, a paisagem da orla foi alternada com o aterro da praia para o alargamento da Avenida Atlântica. O mar, em alguns pontos, foi afastado cerca de 80m de sua arrebentação original. A área de lazer cresceu, a capacidade de banhistas foi ampliada e o calçadão ficou protegido da ação das ondas. A obra permitiu também a construção de um interceptor oceânico, que passa por baixo do canteiro central e que leva o esgoto até o emissário submarino, em Ipanema. Com o novo espaço e a posterior instalação dos quiosques, a praia passou a atrair ainda mais pessoas, que iam para pegar sol, tomar banho de mar ou praticar algum esporte. Foi em Copacabana que nasceram modalidades como o frescobol e o futevôlei, além de ser também o berço do vôlei de praia feminino.


Nessa nova orla, foi realizada a primeira queima de fogos na virada do ano, em 1976. O número de religiosos e curiosos aumentara e a festa se tornou uma grande atração. Cerca de 15 anos depois, o evento, que reunia milhões de moradores e turistas, passou a ser organizado pela prefeitura. Para evitar os transtornos causados com a saída repentina de todos os espectadores após meia noite, o então prefeito César Maia aumentou a programação e inseriu shows para entreter parte do público e evitar tumulto. Até a virada de 2000 para 2001, os fogos eram estourados direto da areia. No entanto, após um acidente, que feriu 49 pessoas e matou uma, os explosivos passaram a ser detonados de balsas, no mar, localizadas a 200m da areia. Esse não foi o primeiro incidente fatal que ofuscou o brilho da festa: em 31 de dezembro de 1988, a embarcação Bateau Mouche IV afundou atrás da Pedra do Leme, quando chegava para a comemoração. A tragédia deixou 55 vítimas.


Nos anos 80, o bairro já não ostentava o luxo de seus tempos áureos. O comércio, que antes era restrito a atender à elite, passou a ser cada vez mais popular. Os camelôs tomaram às ruas, cada vez mais cheias de pedestres.  Paralelamente a isso, a Avenida Atlântica passou a ser o endereço da Feira Noturna de Copacabana com pinturas, artesanatos e souvenirs turísticos, ocupando parte do canteiro central. Atualmente, os stands se concentram entre as ruas Sá Ferreira e Miguel Lemos durante todas as noites.

Na década seguinte, Copacabana passou por muitas mudanças urbanísticas. Em 1992, foi construída uma ciclovia em toda a orla, que recebeu também novos quiosques. Entre 1995 e 1996, algumas vias importantes, como a Av. N. Sra. De Copacabana, foram reformadas pelo projeto Rio Cidade, que substituiu as tradicionais pedras portuguesas por concreto.


Hoje, Copacabana continua mundialmente famosa e muito visitada. No seu calçadão, cujo desenho é reproduzido em diversas estampas, foram instaladas as também ilustres estátuas de Carlos Drummond de Andrade, em 2002, e de Dorival Caymmi, em 2008, que se tornaram uma atração a parte.

Fonte:
SN. Edifícios deixam marca na história de Copacabana. Jornal Posto Seis, Rio de Janeiro, julho/2012, páginas 26 - 27.
In: http://www.brevescafe.net/cornelio_hist.htm
In: http://ama2345decopacabana.wordpress.com/planejamento-urbano/processo-de-urbanizacao-em-copacabana/
In: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/praia-de-copacabana.html
In: http://www.sindegtur.org.br/2010/arquivos/zs5.pdf
In: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2191957/dou-secao-1-05-07-1934-pg-6 ]
In: http://copacabana.com/group/travessa-santa-margarida#.UeQySEE3tYA
In: http://copacabana.com/group/tunel-prefeito-alaor-prata
In: http://www.filmecultura.com.br/edicoes/47/pdfs/edicao47%20100.pdf
In: http://www.jornalcopacabana.com.br/ed155/cinema.htm
In: http://www.rioquepassou.com.br/2008/06/30/demanda-prejudicial/

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