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Jardim Botânico

Thayssa Rodrigues

Um dos maiores parques ecológicos do mundo, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro abriga uma enorme variedade de plantas da flora brasileira, além de raras espécies de vegetação provenientes de outros países. Inicialmente cultivado como um pequeno jardim no terreno de uma antiga fábrica de pólvoras, ainda nos tempos em que a Corte Real Portuguesa comandava a política local, o espaço transformou-se em um importante ponto turístico da cidade e atualmente abriga cerca de 6.500 mil plantas, além de algumas espécies de animais nativos, que vivem no ambiente, completando o cenário e alegrando o público durante o passeio. Com pouco mais de dois séculos de existência, o imenso jardim já é considerado uma biblioteca natural a serviço da contemplação popular e do estudo medicinal. 

Após a instalação da Família Real no Rio de Janeiro, D. João VI, então Príncipe Regente, incorporou as terras de um antigo engelho de cana-de-açúcar, conhecido como Engenho D´El Rey, que pertenciam a família Rodrigo de Freitas, aos poderes da Corte, em maio de 1808. Nesse local, foi construída uma fábrica de pólvoras, providencial as necessidades políticas do momento, já que havia uma ameaça de invasão das tropas napoleônicas. Entretanto, uma parte do terreno foi separada para abrigar um pequeno jardim, com o objetivo de aclimatar as especiarias vindas da Índia Oriental. Assim, alguns meses depois, mais precisamente em 11 de outubro, o canteiro da fábrica foi nomeado como Real Horto e passou a receber diversas mudas trazidas por navegadores, após suas expedições.


Em 1810, foi contratado o botânico Kancke para auxiliar o desenvolvimento de espécies nativas da fauna brasileira ao longo do Real Horto, a fim de explorar a riqueza natural do país, extraindo dela seu grande potencial econômico. O governo português passou, inclusive, a oferecer benefícios, como pequenas premiações e isenções de tarifas alfandegárias, àqueles que obtivessem sucesso com o plantio no local e auxiliassem no crescimento da atividade trazendo novas sementes. Tamanho interesse foi percebido, com mais precisão, um ano depois, quando a fábrica de pólvora foi desapropriada e o Real Horto pode ocupar toda a sua extensão.


Alguns anos depois, em 1818, após a coroação de D. João como Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o local foi rebatizado passando a se chamar Real Jardim Botânico. Em maio do ano seguinte, um decreto de lei estabeleceu o crescimento da área, anexando-a ao Museu Real, que arcaria com as despesas da expansão e do novo plantio. Entretanto, a parceria durou apenas alguns anos, sendo desfeita em fevereiro de 1822, quando o estabelecimento passou a ser subordinado a Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, que abriu seus portões para a visitação pública.


Até 1824 a diretoria dos jardins era ocupada pelos vice-diretores da antiga fábrica de pólvoras; neste ano, porém, houve a primeira nomeação oficial para o cargo, que passou a ser de responsabilidade do doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Coimbra e professor de botânica da Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, Frei Leandro do Sacramento. O novo gestor aplicou mudanças importantes no local, que passou a realizar pesquisas, experimentações, catalogação, classificação e introdução de novas espécies, dentre elas mangueiras e pitombeiras. Após seu falecimento, em 1829, o espaço perdeu o caráter científico e permaneceu, durante os 30 anos seguintes, apenas como uma bonita área destinada a passeios eventuais da população. Em 1837, o então ministro da fazenda, Antônio Paulino Limpo de Abreo, tentou manter as pesquisas na ativa, recomendando ao diretor vigente, Cândido Baptista, a cultura das principais plantas de uso medicinal, alegando que a iniciativa seria de fundamental importância para o ensino da botânica médica, presente nas faculdades de medicina da época. No entanto, a medida foi recusada sob a alegação de falta de recursos. Apenas em 1859, quando se iniciou a diretoria de Frei Custódio Alves Serrão, a área voltou a servir de fonte para estudos científicos.


Em agosto de 1861, foi instaurada uma parceria entre o Governo Imperial e o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, através de um contrato, que determinava a administração do Jardim Botânico pelo referido instituto. A iniciativa, entretanto, não agradou ao Frei Custódio Alves de Serrão, que se demitiu do cargo ocupado até então, imediatamente, passando a direção do espaço para Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, e a direção das culturas a Hermann Herbster. A partir da associação entre as duas entidades, foi sugerida a implantação uma escola prática para aprimorar os conhecimentos agrícolas com base nos jardins do local. O projeto iniciou suas atividades em julho de 1869, sendo dirigido por Antônio Francisco Laczynski. O principal objetivo da escola inaugurada era instruir órfãos encaminhados pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e iniciá-los nos trabalhos agrícolas. O desenvolvimento da atividade pôs fim a utilização da mão de obra escrava, responsável pela manutenção dos jardins desde o início. A partir de então, os trabalhos passaram a ser realizados por uma mão de obra livre.


Apesar das dificuldades iniciais, o projeto conseguiu se desenvolver e a união entre as instituições permaneceu até 1890, quando um novo decreto pôs fim à parceria. A partir daí, o naturalista João Barbosa Rodrigues, que já havia fundado e administrado o Museu Botânico do Amazonas, assumiu o cargo de diretor e reformulou as atividades do local, de acordo com sua ampla experiência no ramo. Ficou estabelecido, desde então, que o Jardim Botânico, renomeado dessa forma no mesmo ano, deixaria de ser apenas voltado ao lazer para se dedicar igualmente ao estudo da botânica. Durante seu trabalho, aumentou as coleções de plantas e os terrenos, além de criar o herbário, o museu e a biblioteca. Após seu falecimento o cargo foi assumido por seu filho, João Barbosa Rodrigo Júnior, que assumiu interinamente, dando continuidade a linha de trabalho adotada pelo pai, até 1910.


Um ano depois o Jardim Botânico recebeu um novo regulamento, que não mudou quase nada em sua estrutura de funcionamento. Dentre as pequenas alterações estavam a diminuição do quadro de funcionários. Em 1916, novas mudanças foram implementadas, anexando a instituição o laboratório de Fitopatologia do Museu Nacional e o Horto Florestal. Entre os anos de 1932 e 1938, o Jardim Botânico ficou subordinado ao Instituto de Biologia Vegetal e seguiu com seu caráter de área voltada a pesquisa científica. Entretanto, em 1938 o instituto encerrou suas atividades e, consequentemente, a parceria se desfez. No mesmo ano, no entanto, a importância cultural do Jardim Botânico foi oficialmente reconhecida e a área foi classificada como monumento nacional, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


Em 1998, sob o decreto de lei nº 9.649/98, o local foi renomeado uma vez mais, adotando sua atual nomenclatura, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Desde então, a área segue servindo de base para estudos científicos, além de continuar encantando milhares de visitantes com a variedade de espécies cultivadas. O imenso jardim, mundialmente famoso, abriga não só a fauna e a flora brasileira, mas um pouco da história política e cultural do país. Entre os canteiros é possível, por exemplo, apreciar suntuosas palmeiras imperiais, um dos grandes destaques do local, nomeadas dessa forma em uma alusão ao início do plantio de suas mudas, feito simbolicamente por D.João VI.

Fonte:
In: h
ttp://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?article-id=157688
In: http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/P/verbetes/jbotrj.htm

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