Editora Posto Seis

Editora Posto Seis
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 1.133 loja 111
Cep. 22070-010 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2523-7853 - Fax: (21) 2521-9597

Editorial | Publicidade | Jornais de Bairros | Mapa Turístico | Contato

Jornal Posto Seis

Edição 471. Clique para ampliar...

Especiais Posto Seis

Edição 2015 - Natal. Clique para ampliar...

Jornal Via Ipanema

Edição 119. Clique para ampliar...

Jornal Via Flamengo

Edição 126. Clique para ampliar...
SurfRio
Solar Meninos de Luz

Botafogo

Thayssa Rodrigues

Muito admirado por cariocas e turistas, o bairro de Botafogo é considerado uma parada obrigatória para quem deseja conhecer as belezas da cidade sob um ponto de vista deslumbrante. A Praia de Botafogo, que ostenta uma bela enseada, é considerada o ponto turístico do Rio que oferece uma das vistas mais bonitas da cidade. Do local é possível ver os morros da Urca e do Pão de Açúcar banhados pela Baia de Guanabara, ornada por dezenas de embarcações atracadas no Iate Clube. Além disso, o cenário conta, também, com a presença de uma das sete maravilhas do mundo ao fundo, o famoso Cristo Redentor, posicionado de braços abertos sob a Guanabara. O interior de Botafogo também oferece boas opções de passeio, incluindo suas construções centenárias que remetem a períodos importantes da história do Brasil.

Durante todo o século XVIII, a região, que ainda não havia sido batizada, era predominantemente rural, servindo apenas como local de passagem para os fortes do litoral ou para a Lagoa Rodrigo de Freitas (ainda conhecida como Sapopenã). Foi apenas em 1590 que à área ganhou o nome pela qual é conhecida até hoje. Neste ano, os terrenos foram comprados por João Pereira de Souza Botafogo, que originou a nomenclatura atual, aplicando-a, também, à praia e à enseada.

Anos mais tarde, em 1702, as terras da região foram divididas em grandes chácaras, como as de Olaria, do Outeiro e do Vigário Geral. Nessa época, o local passou a ser um dos destinos preferidos dos estrangeiros. Com a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, em 1808, o prestígio de Botafogo aumentou ainda mais, pois passou a ser frequentado constantemente pela nobreza, que fixou moradia no bairro ocupado também por nobres comerciantes ingleses. Grande parte da corte se concentrou no espaço hoje conhecido como Largo dos Leões, que até então era considerado um jardim da Fazenda Olaria.

Nesse período, a maior parte da área havia sido loteada pelo famoso Conde dos Arcos, o vice-rei Dom Marcos Noronha Brito. Entretanto, com a independência do Brasil, declarada em 1822, o Conde vendeu os lotes ao português Joaquim Marques Batista Leão, denominado em seu país como Marquês dos Leões, que utilizou o título como referência para o nome do largo, preservado até hoje. Em uma tentativa de homenagear seus conterrâneos, o Marquês nomeou algumas das principais vias da região em alusão a eles. Assim aconteceu com a Rua Real Grandeza, em 1826, ano em que Dom João faleceu, e com a Voluntários da Pátria, conhecida anteriormente como Rua Nova São Joaquim, que passou a vangloriar os combatentes voluntários da Guerra do Paraguai.

Foi graças a ele também que o bairro pôde contar com a sua primeira igreja, a suntuosa Igreja Matriz de São João Batista da Lagoa. Há alguns anos que os nobres residentes do local clamavam por uma paróquia na região, já que a mais próxima da cidade estava situada no Centro e para chegar até lá, naquela época, eram necessárias longas horas de viagem. Algumas tentativas foram feitas na época da Corte, mas apenas em 1831, com a doação de um grande terreno do Marquês, localizado na Rua Voluntários da Pátria, o projeto iniciou suas obras, que perdurariam pelas próximas três décadas, terminando em 1864. Para valorizar a vista da fachada dessa construção, extremamente detalhista, foi aberta a Rua da Matriz, bem em frente ao templo.

Até o século XIX as duas únicas opções para chegar ao bairro eram embarcações ou veículos de tração animal. Em 1846 essa situação começou a mudar e o acesso ao local foi facilitado quando foi estabelecida a ligação marítima com o cais do Centro. Em 1848, esse caminho passou a ser feito também por terra, através de bondes puxados a burro pela companhia Jardim Botânico. Assim, aos poucos, novas ruas foram abertas e o desenvolvimento gerou um crescimento populacional. A partir de 1851 o esporte passou a marcar a orla do bairro, através de regatas oficiais praticadas na enseada. A atividade foi responsável pelo estabelecimento de grandes clubes na região, durante o século XX.
Em 1928, uma das primeiras construções do bairro, comprada por um ilustre proprietário, passou a sediar uma fundação em homenagem ao seu morador. A Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134) ostenta um lindo jardim ao seu redor e um museu em seu interior, com os móveis originais usados pela família do filósofo e a decoração da época reproduzida de forma fiel em todos os cômodos, abertos para visitação guiada.

Alguns anos depois, em 1952, o bairro ganhou mais um marco, o Cemitério São João Batista (Rua Real Grandeza, s/n), que é considerado atualmente um museu a céu aberto, devido às lápides, às esculturas, aos bustos e às esfinges, que se somam entre os túmulos, formando um caminho cultural para os amantes da arquitetura. O local abriga luxuosos mausoléus, considerados obras de arte neoclássicas.

Se no século anterior Botafogo era habitado pela elite, o desenvolvimento da área modificou os seus moradores, trazendo para o bairro inúmeros operários, comerciantes e profissionais liberais. Paralelamente, o Morro Dona Marta, chamado por esse nome em homenagem à Dona Marta Figueiras, mãe do primeiro proprietário das terras onde ele se situa, Vigário Geral de Clemente Martins de Mattos, começou a ser povoado por casebres com o passar dos anos. A ocupação passou a acontecer quando o local já pertencia a um grupo de padres que se sensibilizaram com a situação de alguns agricultores e permitiram a construção de suas moradias. A aglomeração aumentou com a construção do Colégio Santo Inácio, em 1903, visto que a maioria de seus operários também se mudou para esse endereço. Atualmente, o pico da comunidade possui um mirante que permite uma vista panorâmica da cidade, a 362 metros de altitude. Do ponto é possível contemplar áreas como a Lagoa e o Corcovado em um ambiente cercado pelo Parque Nacional da Tijuca. Além disso, desde 2010 uma lage do morro conta com uma estátua de bronze, do astro Michael Jackson, feita pelos artistas Estevan Biandani e Ique, além de um mosaico do cantor, produzido pelo artista plástico Romero Britto. A homenagem ao Rei do Pop foi inaugurada no ano de sua morte, para marcar o local onde ele gravou parte do clipe "They don't care about us".

O interior do bairro, entretanto, preservou, ao longo de seu processo de desenvolvimento, inúmeras moradias do tempo em que as chácaras imperavam na região e suas terras abrigavam enormes mansões. As construções, projetadas com o que havia de mais moderno para a época, hoje resultam em uma arquitetura clássica apontada como patrimônio cultural da cidade. Foi em um desses terrenos que, em junho de 1960, o então ministro da Educação e Cultura, Clóvis Salgado, solicitou ao Presidente da República Juscelino Kubitschek, a criação do Museu Villa Lobos (Rua Sorocaba, 200), fundado no mesmo ano, com o objetivo de divulgar a obra do reconhecido e finado músico.

Em 1978, a residência de João Rodrigues Teixeira, grande empresário da indústria alimentícia da cidade, passou a abrigar o Museu do índio (Rua das Palmeiras, 55). O órgão científico cultural da Fundação Nacional do índio (Funai), funciona, desde então, em uma bela construção do século XIX, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No ambiente, totalmente destinado a divulgação da cultura indígena, os visitantes encontram objetos oriundos do artesanato desses povos, além de exemplos de vestimentas e arquivos multimídia, que auxiliam na transmissão de informações. Dois anos depois, o bairro recebeu o primeiro shopping da cidade, o Rio Sul, que também mantém suas atividades até hoje.

Atualmente, Botafogo é apontado como um bairro histórico do Rio, que reúne construções da época de seu surgimento e ajuda a lembrar histórias importantes vividas ali, através dos museus instalados em suntuosas residências abertas a visitação pública. Além disso, no Humaitá, próximo ao Largo dos Leões, a Cobal, que em seus tempos primórdios era uma enorme garagem de bondes, se destaca hoje por abrigar um grande centro gastronômico. Tradição e modernidade se misturam ao longo do bairro, um lugar que oferece agradáveis descobertas.

Fontes:
In: http://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?article-id=157327
In: http://www.historiadorio.com.br/bairros/humaita
In: http://trilhavirtual.com.br/2011/04/18/morro-dona-marta-aos-pes-de-um-dos-mais-belos-mirantes-do-rio-de-janeiro/
In: http://amabotafogo.org.br/historia/santa_marta.asp
In: http://www.flickr.com/photos/8264320@N04/514775206/
In: http://www.marcillio.com/rio/enbointe.html
In: http://www.marcillio.com/rio/enbotafo.html
In: http://www.museudoindio.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1&Itemid=193
In: http://www.museuvillalobos.org.br/museuvil/atividad/index.htm
In:
http://amabotafogo.org.br/historia/igreja_matriz.asp
In: h
ttp://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/02/passeios-por-cemiterios-ii-sao-joao-batista/

Voltar...


FaceBook...
Flickr...
Mantenha-se informado:
 
Rio Turístico...
Turismo...
Resumo das Telenovelas...
Condomínio...
Comunidade...
Gourmet...
P6 Saúde...
Mapa de Copacabana (1.3Kb)
Clique para fazer o download...
Mapa de Ipanema (1.4Kb)
Clique para fazer o download...
Locais de Distribuição:
CLIQUE AQUI!
 
Compras Coletivas...
Compartilhe...
Compartilhe...
Compartilhe...
Compartilhe...
Industria Virtual...

Os textos assinados são de responsabilidade dos autores,
que os cederam gentilmente e podem não refletir a opinião do editor.