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Glória

Thayssa Rodrigues

Um dos bairros de maior prestígio no período imperial brasileiro, a Glória foi muito frequentada pela corte portuguesa devido a famosa Igreja Nossa Senhora do Outeiro da Glória, pela qual tinham predileção. O templo, que existe até hoje, é considerado um excelente ponto turístico da cidade, não apenas pela riqueza de sua arquitetura e a beleza de sua decoração interna, mas pela magnifica vista que seu terreno ostenta, oferecendo uma visão ampla e superior do Centro e da Zona Sul da cidade. Além da região do outeiro, o bairro ainda possui outros lugares interessantes a serem visitados, como a charmosa Praça Paris e o Memorial Getúlio Vargas, localizado na Praça Luís de Camões, que conta com um museu subterrâneo. Apesar da Glória já estar tomada por construções atuais, alguns casarios antigos, da época anterior a sua urbanização complementam o ambiente e encantam os visitantes que passeiam por lá.

O nome do bairro remete a igreja construída no alto de um morro da região, chamado inicialmente de Morro Uruçumirim, ainda no século XVIII. A área do outeiro da Glória, em seus tempos primórdios, possuía, ao pé do morro, a Praia do Russel, que posteriormente foi aterrada, dando lugar a Rua do Russel. Quando as águas do mar ainda batiam no outeiro, por ali chegavam embarcações vindas de Portugal e da França, enquanto ambos brigavam pelo domínio do país. A base dos Franceses estava situada nessa antiga praia, onde ficavam também alguns índios Tamoios, que apoiavam a frança durante a disputa territorial. Foi em meio a essas batalhas que Estácio de Sá, que havia fundado a cidade em 1565, foi atingido por uma fecha envenenada e acabou morrendo, poucos dias depois, em fevereiro de 1567. Apesar da morte do navegador português, o país seguiu sob o comando lusitano durante muitos anos e a corte real foi responsável, em grande parte, pelo prestígio do bairro em questão, devido a predileção por uma igreja instalada na região do confronto, um século depois.


Em 1671, o português Antônio da Caminha ergueu no outeiro uma ermida, em homenagem a Nossa Senhora da Glória, iniciando a devoção pela santa nesse local. Alguns anos depois, em 1699, o proprietário das terras da região, Cláudio Gurgel, doou o terreno em escritura pública, sob a condição de ser construída no morro da área uma igreja permanente. A partir de então iniciou-se os trabalhos e, em 1739, o templo ficou pronto. Historiadores apontam que, no mesmo ano, já havia ali a Irmandade de Nossa Senhora da Glória nomeada para cuidar da instituição religiosa. Desde então a Igreja (Praça Nossa Senhora da Glória, 135/204) destaca-se por ostentar uma riqueza de detalhes deslumbrante, dentre eles, a pintura do teto; os painéis de azulejos portugueses, pintados em tom azul celeste e atribuídos ao mestre ceramista Valentim de Almeida, expoente da azulejaria Joanina, que compõe a parede de alguns ambientes; além de pequenos detalhes como cabecinhas de anjos em meio as colunas que sustentam a construção e o emblema do império sob o arco cruzeiro. Em 1772, durante o vice-reinado do Marquês de Lavradio, o caminho que leva a igreja ganhou o Chafariz da Glória (Rua da Glória, 156), projetado por José Custódio de Sá e Faria, com oito bicas de bronze dispostas em uma construção de estética tipicamente colonial. Na época, o local (tombado pelo IPHAN em maio de 1938 e restaurado em 1960 e 2012) servia como fonte de abastecimento para a população da área e atualmente segue sendo ponto de visitação.


Com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808, o bairro ganhou destaque devido a preferência declarada pelo templo em questão. Lá foram realizados alguns batizados importantes no império, como o da primeira filha de D. Pedro I e D. Leopoldina, a Princesa Maria da Glória (futura Maria II), D. Pedro II e a Princesa Isabel. Por conta disso, em 1839, D. Pedro II concedeu o título imperial a irmandade, que passou a ser chamada de Imperial Irmandade da Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Um século depois, em 1942, foi inaugurado um museu artístico da irmandade, no mesmo local, com um acervo de cerca de mil peças, dentre elas objetos doados por membros da Família Real, como um cálice de prata da Imperatriz D.Amélia e lâmpadas de prata de D. Pedro II.


A sofisticação do bairro foi além do requinte empregado na construção da igreja e se destacou, também, em outra imponente obra arquitetônica: o Hotel Glória, primeiro cinco estrelas do Brasil, considerado, também, o primeiro prédio de concreto armado do país (e em 1995 o maior do país em número de quartos disponíveis, de acordo com o Guinness Book). A obra foi encomendada pelo então presidente da república, Epitácio Pessoa, em 1922, para hospedar as delegações estrangeiras que viriam prestigiar a comemoração do Centenário da Independência, com todo o requinte necessário para a ocasião. O responsável pelo projeto foi empresário Rocha Miranda, junto ao engenheiro francês Joseph Gire (conhecido por projetar, também, o Hotel Copacabana Palace e o Palácio Laranjeiras).


Em 1929 outro ponto iria se tornar um marco da cidade, a Praça Paris, construída a pedido do então prefeito Antônio Prado Junior, em um projeto assinado pelo arquiteto francês Alfred Hubert Donat Agache. O arquiteto em questão ficaria famoso, também, por liderar o Plano Agache, uma tentativa de reestruturação da cidade a ser desenvolvida em diversas áreas. A iniciativa, entretanto, não foi implantada e a praça passou a ser a única concretização do referido plano mas, devido a beleza de sua construção, é apontada como um ícone da cidade e um ponto positivo da antiga meta governamental. A área foi erguida sobre um antigo aterro, com material proveniente do desmonte do Morro do Castelo, totalmente baseado nos moldes franceses de construção. O local, inspirado no Jardim de Versalles, na França, conta com um espelho d´água retangular, de aproximadamente 1.600 metros quadrados, onde quatro esculturas de golfinhos jorram água pela boca, além de um chafariz, composto por três névoas circulares. A praça dispõe, ainda, de uma bela área verde, formada por alamedas e árvores moldadas através da técnica de topiaria (arte de podar plantas em formas ornamentais), além de diversas esculturas que a transformam, aos olhos de muitos pesquisadores, em um museu a céu aberto. Entre as peças estão monumentos, como o referente as estações do ano e alguns felinos, todos feitos em mármore de carrara; os monumentos Almirante Barroso e Varnhagem , ambos produzidos por José Otávio Correia Lima; e bustos de figuras relevantes, dentre elas Afonso Celso e Cândido Mendes. A importância do logradouro foi oficialmente reconhecida em maio de 1995 quando a área foi tombada pelo Departamento Geral de Patrimônio Cultural da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.


Muitos anos depois, mais precisamente em agosto 2004, outra praça da região ganhou importância cultural e passou a ser incluída no roteiro turístico do bairro. Nessa data, foi inaugurado na Praça Luís de Camões o Memorial Getúlio Vargas que, em um museu subterrâneo, localizado sob um belo espelho d´água, conta a vida do ex-presidente através de uma mostra permanente, que reúne fotos e documentos importantes na trajetória do político, além de um pequeno auditório - cinema de arte. Na parte superior ao museu está localizado um lago (que ocupa uma área de 1.500 metros quadrados e possui 40 centímetros de profundidade), que ostenta um monumento de 17 metros e meio em seu centro. Ao lado do lago está o busto de Vargas, esculpido em bronze( durante seis meses) pelo artista Joás Pereira dos Passos. A escultura, que pesa três toneladas, tem dois metros e meio de altura e fica sobre uma base, de três metros de altura e revestida de mármore branco, onde uma placa reproduz parte da "Carta Testamento", deixada pelo político para o povo brasileiro pouco antes do suicídio, no trecho que diz "Saio da vida para entrar na história". Ao redor do memorial, a praça ostenta gramados e palmeiras enfileiradas entre os caminhos asfaltados, sendo essa uma ótima opção de passeio.


Fontes:
In: http://www.hotelgloriario.com.br/
In: http://outeirodagloria.org.br
In: http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=37
In: http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=2811
In: http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com.br/2012/12/o-chafariz-da-gloria.html
In: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/gloria-bairro.html
In: http://www0.rio.rj.gov.br/memorialgetuliovargas/conteudo/apresentacao.html

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