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Catedral Metropolitana de São Sebastião

A Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro foi inaugurada em 1976 e é um dos principais atrativos do Centro. Seu exterior cônico costuma gerar interesse nos visitantes, que se encantam com o belo interior. Apesar das dimensões grandiosas, sua arquitetura destaca-se pela simplicidade. Além disso, os visitantes têm a oportunidade de visitar o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, com mais de 5 mil peças.

Ela foi projetada pelo arquiteto Edgar de Oliveira Fonseca e as obras foram coordenadas pelo monsenhor Ivo Antônio Calliari. O desejo original constituía em uma mitra com uma grande cruz na vertical, o que não agradou ao governador Carlos Lacerda durante seu mandato (1965 e 1970). Por isso, o projeto foi alterado inúmeras vezes até tornar-se a pirâmide etrusca atual com 75m de altura externa distribuídos em 106m de diâmetro (internamente, essas medidas são de 64m e 96m, respectivamente). Seu interior é decorado com quatro vitrais, cada um com 64,50m de altura e 17,80m de largura, que são estampados com desenhos do alemão Lorenz Heilmar que representam os quatro dotes da Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica.

A ideia de um endereço definitivo já era discutida antes, mas só saiu do papel devido à celebração dos 300 anos do bispado do Rio de Janeiro (a cidade havia sido elevada à diocese em 1676, ainda como dependente da sé baiana). Até então, a Sé funcionou em outros quatro endereços temporários. O primeiro na Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo, no monte homônimo (demolido em 1922), que, de tão antiga, começou a ruir. Além disso, na medida em que a cidade crescia, a população construía suas moradias fora dos limites do monte, o que diminuiu a quantidade de moradores nele e o templo exposto a assaltos. Diante da situação, houve uma tentativa de transformar a Igreja de São José, no Centro, na nova sede episcopal. A escolhida foi a Igreja de Santa Cruz dos Militares , que funcionou como matriz entre 1734 e 1737, quando a mesma se mudou para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos. Pouco tempo depois, em 1742, foi decidida a construção de um catedral na Praça Real da Nova Sé (atual Largo de São Francisco de Paula). O logradouro foi conquistado após o aterro da Lagoa da Pavuna e a obra teve início em 1749 e foi paralisada em 1752 por falta de verbas, quando as paredes já alcançavam 10m. Ela foi retomada em 1796, com o auxílio do povo, e no fim do mesmo ano, paralisada de vez, com a capela-mor e as laterais concluídas. Mesmo assim, a construção foi cedida à Real Academia Militar e, atualmente, pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Apenas em 1808 a catedral foi mais uma vez transferida, dessa vez para a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo. Com a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, esta foi escolhida devido à proximidade com o Paço Imperial.

A discussão sobre a construção de um local definitivo teve início durante o Plano Agache, em 1930. O endereço chegou a ser definido nessa época: seria no aterro que deu origem ao Aeroporto Santos Dumont. Com o local ocupado pela Aeronáutica, o presidente Washington Luís teria prometido ao Cardeal D. Sebastião Leme outro terreno, na esplanada do Morro do Castelo, que estava disponível desde a demolição do monte, em 1922. No entanto, a obra não saiu do papel porque o o cardeal D. Sebastião Leme recusou-se a solicitar o terreno ao governo revolucionário que tomou o poder neste ano

Pouco tempo depois, em 1934, uma situação constrangedora fez o arcebispo-auxiliar, D. Jaime de Barros Câmara, decidir que o nova sede era essencial. Naquele ano, ele foi encarregado pelo arcebispo D. Sebastião Leme de acompanhar a comitiva do cardeal italiano Eugênio Pacelli (que depois se tornou o Papa Pio XII), que voltava do Congresso Eucarístico Internacional, em Buenos Aires, e, em visita ao Rio de Janeiro, insistiu em conhecer a catedral. Foram apresentados vários templos, mas, ao fim da visita, um dos participantes perguntou o porquê da Sé não ter sido mostrada. Nessa época, a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo encontrava-se em péssimo estado de conservação e nem piso tinha mais.

O tema foi retomado em 1946 quando Câmara, já cardeal, teria sido informado pelo prefeito Hildebrando de Góis que a doação seria realizada, pois o presidente Eurico Gaspar Dutra ofereceu uma área da Praça Paris, na Gloria, para este fim. Além da imprensa ter criticado a escolha, por estar na área de segurança do aeroporto, Góis foi exonerado do cargo na metade do ano seguinte e mais uma vez o projeto foi adiado.

Em 1960, o governador José Sette Câmara Filho trouxe à tona a discussão sobre a construção da catedral e solicitou à recém-criada Câmara Estadual da Guanabara o terreno da Avenida República do Chile, conquistado após o desmonte do Morro de Santo Antônio, na década anterior. Em uma sessão plena, o Tribunal de Justiça concedeu o mandato de segurança que dava à mitra a posse do endereço. A pedra fundamental foi lançada em 20 de janeiro de 1964, data da festa de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro.

A primeira cerimônia aconteceu em 1972, quase quatro anos antes do prédio ter suas atividades iniciadas. Na ocasião, o cardeal D. Eugênio Sales (sucessor de D. Jaime, que morreu no ano anterior) celebrou a Missa de Natal na futura Sé. Um coral de 100 vozes, regido pelo maestro Santiago Guerra, entoou a Missa de São Sebastião, de Villa-Lobos, e alguns cânticos natalinos populares. A inauguração oficial, com a igreja ainda em obras, foi no dia 16 de novembro de 1976, data exata do terceiro centenário do bispado carioca (a cidade foi elevada à diocese em 1676). A transferência da sé, no entanto, aconteceu somente no dia 20, com uma procissão saindo da Praça XV rumo ao novo endereço. A primeira missa tradicional aconteceu na manhã seguinte.

Em mais de 40 anos, a Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro recebeu a visita de dois papas: João Paulo II, que a visitou em duas ocasiões (em 1980, quando presidiu a cerimônia de jubileu de prata do Conselho Episcopal Latino-Americano, e em 1997, em uma missa do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias) e Francisco, que, em 2013, reuniu-se com jovens argentinos durante a Jornada Mundial da Juventude.

A catedral é também o endereço do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, , cujo acervo, com mais de 5 mil peças, reúne esculturas (de barro, marfim e madeira), pinturas, mobiliários e outros itens religiosos. Muitos decoravam igrejas antigas, que já foram destruídas. Ele é aberto ao público às quartas-feiras, das 9h às 12h e das 13h às 16h, e aos sábados e domingos, das 9h às 12h.

Fonte:
SN. "Há 300 anos a Diocese do Rio luta por sua catedral". O Globo, Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1963, página 3.
SN. "No Natal vai ganhar catedral que espera há séculos". O Globo, Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1972, página 23.
SN. "Cardeal reza a primeira Missa do Galo na nova Catedral". Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 1972, página 18.
SN. "'Rush' de obras na Catedral para a inauguração no dia 16'". O Globo, Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1976, página 16
SN. "Após 300 anos o Rio ganha enfim sua Catedral". O Globo, Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1976, página 26.
In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Largo_de_S%C3%A3o_Francisco_de_Paula
In: http://www.alerj.rj.gov.br/memoria/historia/prefdf/hildebrando_gois.html
In: http://www.catedral.com.br/

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