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São Cristóvão

São Cristóvão é um bairro histórico do Rio de Janeiro, que se desenvolveu junto com a cidade, passando por diversas fases. Os acontecimentos que marcaram o local deixaram heranças arquitetônicas e culturais preservadas até hoje na região. Quando as terras do bairro eram apenas chácaras de importantes proprietários, foram construídas por lá grandes mansões, hoje transformadas em museus, sem falar nos jardins da mais famosa residência, localizada na Quinta da Boa Vista, que hoje é um grande parque público. Na época em que a industrialização se instalou na área, a vinda dos imigrantes formou a tradicional Feira Nordestina, que anima o bairro até hoje. História e tradições regionais se misturam nesse ambiente, que abriga as seguintes atrações: Museu Nacional, Museu do Primeiro Reinado, Museu da Astronomia, a Feira dos Nordestinos e Jardim Zoológico do Rio. Todas elas dentro de espaços construídos há muitos anos, em uma arquitetura que surpreende os visitantes já em seu exterior.
O
bairro São Cristóvão durante muito tempo foi uma grande sesmaria (porção de terra fornecida pelo governo português), concedida aos padres Jesuítas pelo fundador da cidade do Rio de Janeiro, Estácio de Sá, em 1565. O nome da região, aliás, está diretamente ligado a esses proprietários já que, em 1627, os padres construíram no terreno uma igreja em devoção ao santo. A fazenda dos jesuítas, que ocupou o bairro até meados do século XVIII, tinha função econômica na cidade, pois por lá eram produzidas hortaliças variadas, utilizadas para abastecer a população. Em 1759, entretanto, o Rei D. José I determinou a expulsão dos jesuítas de todas as terras portuguesas, incluindo as que estivessem no Brasil. A ordem foi oficializada em 3 de setembro, quando publicou o Alvará Régio, e ratificada em 4 de outubro, na Carta Régia. A decisão foi incentivada pelo Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, que afirmava veementemente ser um risco enorme a Corte manter os Jesuítas em seus domínios, já que, de acordo com ele, havia relatos de que os religiosos estavam incitando a população contra o governo. Dessa forma, eles foram expulsos de Portugal e de suas colônias e a fazenda de São Cristóvão passou para o domínio lusitano. A partir de então, as terras do local foram divididas em várias chácaras.


Um dos terrenos oriundos da partilha foi adquirido pelo comerciante Antônio Elias Lopes e transformado por ele em uma Quinta, que posteriormente seria denominada Quinta da Boa Vista. Com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808, o proprietário doou sua mansão a D. João VI, para servir-lhe de residência na cidade. A casa, no entanto, mesmo sendo considerada uma das mais suntuosas do bairro, foi apontada como estando abaixo do padrão imperial e precisou passar por uma reforma antes de receber seus novos habitantes. Para isso, o terreno ao lado foi comprado pela Corte, a contragosto dos proprietários, e o espaço foi adicionado a Quinta e também sofreu algumas modificações. Na entrada do lugar (onde hoje se situa o Jardim Zoológico) foi instalado o "Portão Monumental", um presente oferecido pelo Duque de Northumberland, General Lorde Percy. Durante todo o reinado, o terreno abrigou moradores importantes. Em 1817, os recém-casados, D. Pedro e D. Leopoldina passaram a viver por lá. Um tempo depois, D. Pedro II passou a brincar pelos jardins da mansão, onde cresceu e foi educado. Depois de adulto, promoveu uma nova reforma na área e encomendou ao paisagista francês Glaziou melhorias no jardim da residência.


Com a Proclamação da República, em 1889, o país libertou-se do domínio Português e a Quinta passou a servir ao governo Brasileiro. Em 1891 sediou o Congresso Constituinte e, a partir de 1893 passou a abrigar o Museu Nacional. Para acompanhar o desenvolvimento do país, a área começou a passar por um processo de transformação intenso, que extinguiu muitas edificações centenárias a fim de dar espaço a novas indústrias, que chegaram à cidade a partir da crise cafeeira, ainda no século XIX. Durante o Estado Novo, já na década de 1940, aliás, a região foi denominada, em legislação, como sendo uma Zona Industrial, a fim de incentivar, ainda mais, a instalação das fábricas por lá. Caminhos importantes foram abertos nessa mesma época para facilitar a locomoção dos empresários, como as ruas São Cristóvão e Francisco Eugênio e a Avenida Brasil, por exemplo. Aos poucos, essa expansão rodoviária promoveu o aumento dos imigrantes nordestinos, que paravam no Campo de São Cristóvão em caminhões "pau de arara", para reabastecê-los antes de retornar ao Nordeste. Durante as viagens, entretanto, alguns deles optavam por permanecer no bairro, fixando ali suas moradias. Por conta da intensa movimentação da área, a região do campo passou a abrigar uma feira que continha barracas de diversões e produtos variados, principalmente vindos do Sertão. A feira ficou famosa, então, como Feira Nordestina e passou a se tornar mais uma grande atração da região, que apesar de ser, em sua maioria, industrial, preserva ainda, muitas opções culturais. Confira a seguir as principais atrações turísticas do bairro:

Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas (Campo de São Cristóvão S/N - Pavilhão de São Cristóvão)
Iniciada por alguns imigrantes nordestinos na década de 1940, a Feira dos Nordestinos se modernizou com o tempo e hoje oferece muito mais que barraquinhas de comidas e produtos típicos do Nordeste. Reformada pela Prefeitura em 2003, a atração passou a funcionar dentro do Pavilhão de São Cristóvão e conta, desde então, com restaurantes confortáveis, além de lojas especializadas em produtos da região do sertão. Por lá é possível, ainda, assistir a apresentações musicais de ritmos próprios do estado, como forró, baião, xaxado e maracatu.

Quinta da Boa Vista ( Avenida Pedro II, S/N)
Instalada em um terreno de 155 mil m2, que já abrigou um Palácio Imperial, a Quinta da Boa Vista ostenta hoje um dos parques públicos mais bonitos da cidade, composto por uma grande área verde, que ainda preserva algumas características paisagísticas do período Real, quando o francês Glaziou reformulou os bosques da área, habitada por D. Pedro II. No local é possível caminhar, praticar esportes, realizar piqueniques e andar de pedalinhos, alugados no lago da Quinta. Além das diversões ao ar livre, o lugar ainda abriga o Museu Nacional e o Jardim Zoológico da cidade, outras duas atrações muito procuradas pelos visitantes.

Museu Nacional
O espaço foi fundado por D. João VI, em 1818, quando era chamado, ainda, de Museu Real. Na época, ele funcionava no Campo de Santana e abrigava, principalmente, materiais relacionados à botânica do país, além de algumas obras de arte. No século XIX, por influência de D. Pedro II, o lugar passou a investir, também, em estudos relacionados à antropologia, paleontologia e arqueologia.

Com a Proclamação da República, o palácio da Quinta da Boa Vista, que até então era ocupado por representantes da Família Real Portuguesa, foi desocupado e passou a servir de sede para o museu, que foi renomeado, passando a ser chamado de Museu Nacional. Em 1946, a instituição ganhou uma nova gestão e passou a ser administrada pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde então, o local é considerado um dos mais importantes museus da cidade. Dedica-se a pesquisas científicas, e abriga laboratórios e bibliotecas, além de realizar exposições constantes em seus salões.

Jardim Zoológico do Rio de Janeiro
Muito apreciado pelo público, o Jardim Zoológico do Rio oferece aos visitantes diversas espécies de animais para serem vistos de perto. Macacos, leões, girafas e cobras são alguns dos bichos que chamam atenção. O que quase ninguém sabe, no entanto, é que a história do Zoológico, que foi o primeiro do Brasil, possui várias curiosidades muito interessantes. Para começar, a sede do parque não era no local onde ele está hoje em dia, mas sim em um outro bairro da cidade. Além disso, o famoso e ilegal "jogo do bicho" foi inventado nesse ambiente, em uma época em que a atividade era apenas uma amistosa brincadeira, aceita pelas leis do país.

O idealizador do Zoológico foi um empresário conhecido como Barão de Drumond, que recebeu esse título de D. Pedro II, após comprar um grande terreno de sua filha, a Princesa Isabel. A área em questão estava situada em Vila Isabel. Por ser amante dos animais, o empresário colecionava algumas espécies vindas de diversos lugares do mundo, de forma autorizada, já que a importação dos bichos havia sido liberada pelo monarca. Dessa forma, por incentivo de D. Pedro II, o Barão abriu para visitação pública seus animais, inaugurando o primeiro Zoológico do país, em 1888. No ano seguinte, porém, a república foi instaurada e o imperador deixou o comando do país e, junto com ele, o auxílio econômico que fornecia ao Barão para possibilitar a manutenção do parque. A partir de então, o local começou a enfrentar muitas dificuldades financeiras.


Em uma tentativa de arrecadar recursos para continuar com o projeto, o Barão inventou o "jogo do bicho", uma espécie de loteria para que os visitantes adivinhassem o bicho do dia. A brincadeira funcionava assim: todos os dias um animal do parque era escondido em uma enorme jaula, na entrada do Zoológico, sob um grande pano, que impedia a visualização da espécie disposta em seu interior. Os visitantes então compravam fichas para apostar nos bichos que desejassem e, ao final do dia, o manto era retirado da gaiola e o animal revelado ao público. O vencedor da disputa ganhava uma pequena parte do dinheiro arrecadado, enquanto o restante era destinado à manutenção do ambiente. Dessa forma, o Zoológico do Barão de Drumond conseguiu se manter por mais um tempo, até encerrar as atividades, em 1940, por falta de dinheiro.


Em 1945, porém, a cidade voltaria a ter um Zoológico, mas, dessa vez, em uma área maior e com mais estrutura. Nesse ano a atração foi inaugurada pelo então presidente Getúlio Vargas, em uma parte do terreno da Quinta da Boa Vista, ao fundo de onde se encontra atualmente o Museu Imperial. Em 1995, o Jardim Zoológico foi transformado na Fundação RIOZOO, e passou por um processo de modernização administrativa e estrutural. Atualmente a área conta com diversos ambientes naturais, onde uma infinidade de espécies estão dispostas para a apreciação popular. Lagos abrigam crocodilos, áreas verdes são ocupadas por girafas, viveiros ostentam diferentes aves e muitos outros espaços são compostos por bichos do mundo todo.

Museu do Primeiro Reinado (Avenida Pedro II, 283)
O palacete onde está instalado o Museu do Primeiro Reinado, inaugurado em 12 de março de 1979, foi construído no período colonial, a pedido de D. Pedro I, para abrigar a Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, por quem o imperador nutria grande paixão. Por conta do romance entre os dois, ele pediu ao seu arquiteto particular, o francês Pierre Joseph Pézarat, para reformar a habitação de uma chácara próxima da Quinta da Boa Vista, onde estava sua própria moradia. Assim, entre os anos de 1826 e 1829, o local serviu de moradia a Marquesa, com quem o imperador teve quatro filhos após ficar viúvo da primeira esposa. Com o fim do romance, entretanto, Domitila se mudou para São Paulo e deixou desocupado o antigo palacete, que voltou a ser adquirido pelo Imperador. D. Pedro I que lhe ofereceu como moradia a uma de suas filhas legítimas, que viria a ser futura Rainha de Portugal.

Em 1857 o imóvel foi comprado por um importante empreendedor da área industrial do país, Irineu Evangelista de Souza, mais conhecido com Barão de Mauá. Alguns anos depois, por volta de 1920, a casa foi adquirida pelo médico Abel Parente, conhecido na história por ser fundador da Sociedade de Medicina. Já nos anos 1960, a edificação passou a abrigar a Divisão de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, finalmente, em 1979 passou a sediar o Museu do Primeiro Reinado.


A instituição, como o próprio nome já indica, se destina a ostentar características próprias do período imperial, preservadas não só na arquitetura neoclássica da fachada, como em pinturas e painéis, dispostos entre seus ambientes internos, em obras atribuídas aos irmãos Marc e Zépherin Ferrez, membros da Missão Artística Francesa. A decoração e a mobília dos cômodos seguem o estilo da época e contêm, ainda, objetos pessoais do período em que foi habitada pelos nobres portugueses. O palacete permanece em exposição constante ao público, podendo ser inteiramente percorrido pelos visitantes.

Museu da Astronomia (Rua General Bruce, 586)
Inaugurado em 1985, o Museu da Astronomia está instalado no prédio do antigo Observatório Nacional (criado por D. Pedro I, em 1827, para orientar pesquisas geográficas do território brasileiro e, assim, auxiliar nas navegações pelo país) e possui, ainda, um edifício anexo, altamente modernizado. O local dedica-se a pesquisas científicas e tecnológicas. A instituição, além de promover cursos ligados área, oferece programação educacional aos visitantes, como observação do céu, palestras e exposições.

Fontes:
In: http://www.museunacional.ufrj.br
In: http://www.mast.br/instituicao.html
In: http://www.museusdoestado.rj.gov.br/mir/texto/HISTORICO%20DO%20BAIRRO%20DE%20SAO%20CRISTOVAO.pdf
In: http://www.sao-cristovao.com/historia1024.htm
In: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1047715
In: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/sao-cristovao-bairro.html
In: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/q_riozoo.html
In: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/museu-mcl.html

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