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Tumulto e arrastões frequentes em Copacabana assusta moradores e gera prejuízo

Alessandra Moreira


(Foto: Daniel Uram)

Os tumultos e arrastões realizados por grupos, geralmente no meio da tarde quando saem da praia, vem aterrorizando moradores e comerciantes de Copacabana. Na semana do dia 14 de setembro, mais de cem jovens foram levados para a delegacia por envolvimento em arruaças e assaltos ocasionados em plena Avenida Nossa Senhora de Copacabana e ruas transversais. Vários relatos e postagens, principalmente de pânico, foram realizados em redes sociais onde mostravam fotos de ônibus sendo abordados por policiais militares, do Exército e da Guarda Municipal.

A preocupação mostrada pelas pessoas que estavam nas ruas nesse dia é que, apesar do clima quente, o inverno é uma época atípica para esses acontecimentos. "A cena que presenciamos mostra como será no verão. As autoridades não podem ficar esperando que um arrastão aconteça para tomar providências apenas no outro dia. Para nossa sorte alguns policiais estavam atentos e conseguiram deter as gangues. Mas por que, percebendo a grande movimentação na praia, o sinal de alerta na segurança não foi acionado?" - questiona uma testemunha que não quis se identificar e se encontrava no meio da confusão no dia.

No mesmo período uma moradora de Copacabana foi vítima de tentativa de assalto. Cercada por 20 meninos, ao tentarem puxar seu cordão, Mayara Araújo, de 33 anos, começou a gritar e sua reação espantou os bandidos. Eles acabaram por não conseguir levar seus pertences, e por esse motivo decidiu não prestar queixa. "foi tudo muito rápido, eu não conseguiria descrevê-los. Durante o ato a rua estava cheia e ninguém fez nada, as pessoas só olharam apáticas. O que eu fiz foi publicar na página do facebook Copacabana Alerta, para que as pessoas ficassem mais atentas ao passar pela mesma região." relatou a vítima. O episódio ocorreu na esquina da Av. Nª. S. de Copacabana com a Rua Barão de Ipanema, por volta das 16h.


Durante a reunião ordinária do Conselho Comunitário de Segurança, que aconteceu no dia 20 de setembro às 18h, o assunto "arrastão" foi abordado e as autoridades presentes prestaram alguns esclarecimentos referente ao tema. Os delegados Deoclécio Assis e Patrícia Aguiar ressaltaram a importância das vítimas comparecerem na delegacia para fazer o boletim de ocorrência, pois mesmo que o acusado não seja pego na hora, é a forma mais eficaz para fazer o reconhecimento e aumentar a pena do delituoso quando detido. Levando em consideração que ninguém pode ser preso se não houver a queixa, ainda que flagrado com cordões arrebentados, aparelhos celulares ou sem dinheiro no bolso (porque apenas portar objetos não é crime), o registro da queixa é indispensável, pois a polícia só pode agir tendo vítimas e testemunhas. O delegado Deoclécio Assis disse ainda que as ações da Polícia Militar são limitadas pela lei e pela defensoria da infância, destacando que o esquema montado no verão passado, de paralisação dos ônibus para identificar passageiros que estavam no veículo sem documentação ou sem dinheiro, foi proibida.


O público presente na reunião também questionou a responsabilidade dos pais sobre os menores de idade desacompanhados, cujo os únicos crimes que podem ser encaixados neste caso são os de abandono material e abandono intelectual. Outro dilema para a polícia é localizar os responsáveis. De acordo com o Dr. Deoclécio as delegacias não tem estrutura para manter os menores durante a espera deste processo. "Já aconteceu de apreendermos um menino de 10 anos e ele ficar o dia todo esperando a avó, após um grande esforço para a polícia chegar até ela. Nisso, o menor tem que ser alimentado, vigiado e a delegacia não tem suporte para fazer isso com todos que forem pegos", relatou o delegado.

Já o subcomandante do 19º BPM, Major Luciano, acredita que a presença da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) é fundamental durante as operações policiais. O trabalho tem que ser feito em conjunto para montar uma força tarefa a fim de obter um resultado satisfatório para a população, pois de nada adianta o policial identificar o criminoso ou baderneiro, se ele sendo menor de idade nada poderá ser feito. "Vou fazer o que quando pegar um deles? Obrigar o motorista do ônibus a deixá-lo entrar sem pagar passagem e ir seguindo com a viatura para garantir que o mesmo não quebre o veículo ou não roube os passageiros? Vou fazer isso com quantos? Esse é um problema social, não é só da polícia!" pondera o major

Para os comerciantes da região, a situação está cada vez pior e a área precisa de policiamento assíduo para que as lojas não precisem fechar ou servir de abrigo para população, como tem ocorrido. "Fechamos as portas por mais de uma hora, com clientes dentro. Essa confusão deixa todo mundo assustado, estamos sem segurança" disse uma das funcionárias de uma das lojas próximas ao tumulto. Já a atendente de uma sorveteria relatou que o estabelecimento também precisou ser fechado e que dessa vez, um passante pegou uma cadeira para arremessar contra um ônibus. "Todo final de ano acontece isso, desta vez o prejuízo da loja foi uma cadeira, além do tempo que interrompemos o funcionamento", queixa-se a funcionária. Outra testemunha do arrastão, foi a atendente de um fast-food, ela declarou ter visto baderneiros portando facas, o que aterrorizou ainda mais quem estava no espaço. "As pessoas entravam na loja para se acolher e a gente via os garotos correndo, alguns até com facas, não é a primeira vez que isso acontece." observou a funcionária.


Procurado pela equipe do Jornal Posto Seis, o ex presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Coronel Fernando Belo, se manifestou a respeito do assunto. "Entendo que a questão do arrastão exige uma posição efetiva de todas as autoridades envolvidas. Não é apenas com polícia agindo repressivamente que esse problema será solucionado. A prevenção está acima de tudo, e começa muito antes da chegada dos grupetos à praia. A ação preventiva começa com 'operações' em locais distantes de Copacabana, nos transportes coletivos em direção ao bairro, de modo a coibir a vinda de 'menores' ou 'maiores' que não têm dinheiro da passagem para retornar à sua residência e que, aparentemente, vêm à praia pra praticar baderna. A garantia do direito de 'ir e vir' na minha opinião deve ser revista e os fiscais da lei, devem deixar a polícia trabalhar usando o bom senso e, sobretudo, o tino policial ou o 'faro' policial, no jargão popular, porque, agindo assim, por certo, esse problema, senão acabado, será sensivelmente minimizado, como sempre foi. A lei que protege os menores baderneiros também precisa ser mudada e a sociedade é culpada pelo status quo aí vivido, porque não cobra das autoridades responsáveis, senão, apenas e tão somente das polícias, seja civil ou militar", concluiu Belo.


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