Luisa Lins

A Associação Amigos da Infância com Câncer (Amicca) organizou, dia 14 de outubro, uma festa em comemoração ao dia das crianças para pacientes infantis no 3º Grupamento Marítimo (GMAR), no Posto 6, Copacabana. Um enorme número de crianças teve a oportunidade de se divertir sem as preocupações decorrentes da doença que tanto afetam suas rotinas. Ao término, todas foram presenteadas com brinquedos e doações diversas.

A celebração foi organizada pelos voluntários Susana e Paulo Madruga, responsáveis pela organização e programação visual. O lanche foi oferecido pelo Clube Marimbás, que serviu pães, bolos e refrigerantes, além de ter proporcionado atividades como animação, touro mecânico e cama elástica. O restaurante Ribeiro Pizzas também participou, servindo pizzas a vontade aos participantes. A animação ficou por conta da empresa Show do Casquinha. Oficiais de folga do 3º GMAR também colaboraram com ajudas diversas, complementando a diversão. O comandante da unidade, Cel. Fernando Melo, reforçou que o local permite maior segurança a todos. “Visamos a segurança antes de tudo. O controle (de quem entra) é feito através de uma pulseira distribuída na entrada. Somos voluntários para transformar o dia dessas pessoas”, relatou.

O sucesso agradou Susana. Ela afirmou que sempre quis organizar festas para a parcela do público infantil inserida nos ambientes hospitalares. “Qualquer criança sempre se diverte com um dia inteiro de brincadeiras no mar e recreação. Ao final, convidamos alguns voluntários para se fantasiarem de super-heróis e chegarem de jet ski para surpreender e alegrá-las. Logo depois, aconteceu a distribuição dos presentes que foram doados e terminamos felizes por colocarmos um sorriso no rosto de cada um”, contou.

As embarcações motorizadas foram emprestadas por um dos animadores, Manoel Antônio Lucchetti, parceiro de Susana há cinco anos. Responsável por um espaço de locação de jet skis em Niterói, ele e os demais personagens como Homem Aranha e Batman chegaram em Copacabana usando esses equipamentos, antes de levarem os pequenos participantes para passeios no mar. “Foi necessário conversar com as crianças antes de elas irem para explicar as normas. Elas são muito afoitas e mesmo com toda a segurança, ainda é preciso atenção redobrada”, analisou o voluntário, mencionando que a atividade foi restrita a maiores de sete anos.

Esse viés voltado ao entretenimento foi o que, no passado, conquistou a diretora da associação, Iara Rezende. “Quando cheguei ao Rio, trabalhei no Instituto Nacional de Câncer, mas depois decidi dirigir um local onde fosse possível que os pacientes pudessem se divertir e não viver apenas pensando nas dores que, infelizmente, a doença causa. Entrei na Amicca e hoje sou muito feliz”, finalizou.