(Foto: Divulgação)

O 19º BPM completou, em 13 de maio, 46 anos. A unidade, mantida em Copacabana graças à mobilização das associações de moradores no fim da década de 1990, chega ao momento atual como um espaço comunitário do bairro, de portas abertas para reuniões diversas.

A unidade foi criada na ocasião dos 165 anos da Polícia Militar e ficava na Rua Toneleros, 260, onde anteriormente já haviam funcionado várias atividades públicas, como uma unidade de abastecimento Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS),a sede da Circunscrição do Distrito Federal do Departamento Nacional de Endemias Rurais e um posto de vacinação do Serviço de Veterinária da Secretaria de Economia, entre outras. Na época, foi transformada na 13º BPM do estado da Guanabara e teve como primeiro comandante o Cel. José Tabosa Filho. Com a fusão deste território com o Rio de Janeiro, a alcunha atual foi adotada.

Apesar da necessidade do batalhão na região, a permanência dele em Copacabana foi ameaçada. Em 1991, as primeiras discussões sobre a implantação de uma estação de metrô naquele terreno já deixavam clara a intenção do Governo do Estado em demolir o prédio. O transporte chegou ao bairro apenas sete anos depois, quando a estação Siqueira Campos foi anunciada naquele local, onde seria erguido um shopping.

Na medida em que a obra avançou, foi determinado que o 19º seria transferido para o 23º BPM. A notícia não foi bem recebida pelas associações de moradores, que se uniram e lutaram pela permanência da unidade no bairro. Após a demolição do antigo batalhão, foi erguida uma unidade temporária na altura da Praça Vereador Rocha Leão, que funcionou até a inauguração do prédio atual, na Rua Figueiredo Magalhães, 550.

O endereço atual já sediou, inclusive, uma central de monitoramento de câmeras da Secretaria de Segurança Pública, atualmente desmontada, mas o espaço, hoje, destaca-se por uma iniciativa do atual comandante, Ten. Cel. Balbino. Em sua gestão, os policiais que conseguem prender foragidos com mandato de prisão em aberto, sem flagrante, são contemplados com cestas básicas como incentivos a esse tipo de ação. Esse resultado é considerada um grande desafio, visto que é necessário identificar, dentre pessoas que não estão cometendo nenhum crime ou delito, comportamentos que indiquem que algo está errado com aquele indivíduo.

Atualmente de portas abertas para a comunidade, é nele que acontecem as reuniões mensais do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Copacabana e do Leme, atualmente suspensas devido à pandemia de COVID-19, além de também ter emprestado parte de suas instalações para a 5ª Região Administrativa funcionar. O prédio também sedia o Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas