Copacabana recebeu a quarta edição do Almoço Amazônico, promovido pelo promotor de eventos Ribamar Wright. O evento reuniu 90 pessoas e nele, foram servidos pratos típicos da região Norte. Apresentações remetendo à cultura do Amazonas e do Pará, músicas representativas desses dois estados e decoração relacionada à fauna e a flora desses locais colaboraram com o sucesso da festa, realizada no dia 7 de abril no Olympico Club.

O prato principal era o pirarucu de casaca, um prato frio tradicional do Amazonas. A receita regional, com influência portuguesa, incorpora o peixe a uma mistura de temperos doces e salgados. Para garantir a fidelidade do sabor, o Restaurante e Peixaria Recanto do Quixito 2, de Manaus, trouxe todos os ingredientes, desde a manta do pirarucu até cada condimento. “O cardápio foi idealizado por mim. Foi o mesmo das outras vezes e repetido por causa das solicitações. Nesse ano, vieram muitos amazonenses. No próximo, será alterado. Quero inserir os caldos”, observa Ribamar. Após se deliciar com essa iguaria, o público recebeu porções de torta de cupuaçu, recheada com tapioca fresca e com cobertura de castanha fresca.

Foi a primeira vez que o almoço amazônico foi realizado em um ambiente comercial: nas outras vezes, a tia de Wright, Maria das Graças, cedeu o terraço de sua casa, também em Copacabana, para o evento, que inicialmente era muito frequentado por jogadores de vôlei de praia do bairro. Como o público aumentou, foi necessário ir para outro lugar e, para o organizador, até o novo endereço ficou pequeno, tamanha a procura.

Engrandecendo o evento, foram realizadas duas apresentações, coreografadas pelo idealizador e com bailarinos da Escola de Dança Marco Bezerra. A primeira representava os índios do Brasil e a segunda trazia um medley do carimbó de Belém – o gênero estava presente também na trilha sonora comandada pelo DJ Serginho e sua esposa, Betina, que ainda mesclava ainda lambada e outros estilos nortistas.

Os figurinos também foram criados pelo amazonense Ribamar, que ainda desenhou a arte dos convites, que vinham em uma necessaire com motivos amazônicos. Já os painéis, que representavam a fauna local, foram produzidos pelo artista plástico Rubens Belém, de Parintins. A flora, por sua vez, estava presente nas toalhas de mesas, que além das estampas, possuíam detalhes feitos com casca de uma fruta típica.

“Não tive suporte institucional de governo nenhum. As demais secretarias de estados com culturas fortes, como Pernambuco e Bahia, ajudam em eventos. Foi o primeiro temático na Zona Sul do Rio”, critica Wright, que contou com apoio apenas do fornecedor dos alimentos, da Pousada Copacabana Villas, do Jornal Posto Seis e de Conceição Nery, a madrinha da festa.