Criado pela professora de Educação Física Vanessa Pessoa da Silva, o grupo do Facebook “Câncer de Mama” é destinado a mulheres e homens que já passaram ou estão passando pela doença e conta com mais de 2.800 mil membros. Vanessa fundou a comunidade virtual após ser diagnosticada aos 30 anos, depois de ter notado um nódulo na mama direita. Hoje, ela também administra mais dois grupos no WhatsApp, exclusivos para mulheres, que podem encontrar conforto, tirar dúvidas e dividir experiências com companheiras na luta contra o câncer, além do Instagram @cancerdemama01.

No início de agosto de 2016, Vanessa foi surpreendida com o resultado positivo de um tumor maligno. No dia 14 ela fez aniversário e aproveitou a ocasião para revelar a notícia a amigos e parentes, que não souberam como reagir. Católica fervorosa, ela decidiu contar para todas as pessoas próximas para receber orações em favor de sua melhora. “Eu aceitei a benção de várias religiões”, diz, ressaltando a importância do apoio familiar, sobretudo do esposo Pablo Schuab, de quem estava noiva na época.

Antes de passar pela cirurgia em setembro do mesmo ano, a professora fez uma promessa. “Queria ajudar outros que se encontravam na mesma situação que eu, fazer algo útil, um serviço”, diz. Na operação, os médicos retiraram o seio direito, abriram parte das costas e cortaram um pedaço do músculo dorsal, usado para sustentar a prótese de silicone colocada no lugar da mama. Cumprindo a palavra, ela criou, em março de 2017, o grupo “Câncer de Mama” no Facebook (www.facebook.com/groups/707401929438248) para compartilhar a sua história, mas não esperava tamanha repercussão. “No início, eu publicava algo todo dia, mas agora são os próprios membros que alimentam o grupo com dúvidas e resultados de exames”, afirma.
Uma das integrantes, a psicóloga Cibele Guimarães, de 69 anos, descobriu a doença em março deste ano durante um exame de rotina. “As pessoas não podem ter medo do diagnóstico. Quanto mais cedo sabemos, melhor”, conta. Para ela, trocar experiências com quem já passou ou está passando pela situação é essencial para superar o processo. “Precisamos de apoio, e a nossa família também”, diz.

Com a expansão do movimento, surgiram, em setembro de 2017, os grupos de Whatsapp, exclusivos para mulheres, nos quais elas podem compartilhar fotos dos resultados das cirurgias. Um deles é para todo o Brasil, com 175 participantes, e outro, com 50 membros cariocas, chamado “Guerreiras do RJ”, que marcam encontros na cidade do Rio. No Instagram (@cancerdemama01) também é possível conhecer dicas relevantes como sintomas, tratamentos e prevenção.