A Associação de Moradores de Copacabana (Amacopa) reuniu-se com o presidente do Detran-RJ, Antônio Carlos dos Santos, para solicitar o retorno do posto do órgão ao bairro. Os atendimentos foram encerrados em agosto de 2019 e desde então, é necessário ir a Ipanema para emitir determinados documentos, como RG e carteira de habilitação.

     O encontro aconteceu por meio do deputado estadual Carlo Caiado, autor da tentativa, após o presidente da Amacopa, Tony Teixeira, arrecadar 1 mil assinaturas em um abaixo-assinado. “É impossível Copacabana ficar sem posto do Detran tendo em vista que é um bairro com 200 mil pessoas e mais 300 mil que vêm trabalhar aqui todos dias e que praticam suas atividades em Copacabana. O posto não atendia só os moradores. Também ajudava quem vem diariamente”, aponta, destacando ainda a faixa etária de muitos residentes: “A população idosa muitas das vezes não consegue se locomover para outro bairro”.

     As informações para onde se deslocar são contraditórias no site do Detran. Na lista dos postos de identificação civil, por exemplo, é apontado que existe uma unidade em Copacabana, na Rua Teixeira de Melo, que, na realidade, fica em Ipanema e também é apontado como endereço da sede daquele bairro, que de acordo com a página, estaria fechado. Ao tentar agendar, a única opção com vagas disponíveis na Zona Sul seria a do Largo do Machado, com datas para apenas sete dias depois, prazo semelhante ao das demais unidades com vagas – a da Gávea encontrava-se sem capacidade para novos atendimentos no dia da consulta.

     No que diz respeito às questões relacionadas a veículos, as distâncias são ainda maiores. “Para obter o IPVA, tive que ir à Barra da Tijuca!”, relatou um membro do grupo Copacabana Alerta, em resposta à notícia da reunião. As clínicas do bairro que realizam atendimentos voltados a essa área também relatam dificuldades: “O movimento caiu pela metade”, comenta a representante de uma delas, que também participou da reunião.

     De acordo com Teixeira, o presidente do órgão, que assumiu o posto recentemente, se sensibilizou com a causa e prometeu providências, apesar de esbarrar na falta de um endereço no bairro (a loja ocupada antes era alugada).