Luisa Lins 

   O aumento dos casos de chikungunya, doença causada pelo Aedes aegypti, gerou preocupação em 2019. Segundo dados da Superintendência de Vigilância em Saúde, no período de janeiro a novembro, foram notificados 37.973 casos no município do Rio de Janeiro, contra 9.545 em 2018 e 1.691 em 2017. A patologia, que pode ser evitada com cuidados simples, traz sérias consequências físicas e neurológicas duradouras, além de, em raros casos, ser letal.

     A principal maneira de se prevenir é acabando com os focos do mosquito, que também transmite dengue e zika vírus – 80% deles são encontrados em residências. Vasilhas de água de animais, vasos de planta, privadas sem uso constante, ralos, bandejas de aparelhos de ar condicionado são alguns dos objetos que precisam de mais atenção, mas não são os únicos: qualquer um que acumule água parada precisa ser lavado periodicamente (ou tampado). Além disso, o uso de repelentes também ajudam a prevenir as picadas.

     Alguns dos sintomas são febre moderada; dores nas articulações que podem durar muitos meses, assemelhando-se a artrite reumatoide, geralmente bilaterais (exemplo: os dois joelhos doem); pele e olhos avermelhados, dor de cabeça branda; coceira leve; náusea e vômitos. Geralmente eles aparecem entre dois e 12 dias após a picada, mas há muitos casos (cerca de 30%, segundo o Ministério da Saúde) em que eles não se manifestam, o que atrapalha o diagnóstico. Há ainda a possibilidade de, como toda infecção, resultar na Síndrome de Guilliain-Barre, que resulta em fraqueza muscular, sonolência, confusão mental, tremores, alteração no nível da consciência, crises epilépticas e até coma.

     A chikungunya costuma ser curada sozinha, mas o tratamento ajuda a aliviar os sintomas. A medicação, geralmente composta por analgésicos, antitérmicos e antinflamatórios, deve ser receitada por médicos, já que a automedicação pode mascarar os sintomas e, consequentemente, atrasar o diagnóstico, agravando o caso. Além disso, alguns remédios são contraindicados em determinadas fases da doença, como o ácido acetil salicílico (AAS), devido ao risco de hemorragia. Podem ser necessárias, em caso de sequelas, sessões de fisioterapia.

      Mais informações podem ser obtidas em www.saude.gov.br/saude-de-a-z/chikungunya.