A partir de 20 de janeiro, o “Copacabana Presente” chega ao bairro e ao Leme, atuando no lugar do “Rio + Seguro”. O novo programa, custeado pelo Governo do Estado, pretende repetir o modelo de policiamento de proximidade que já é sucesso em outras áreas e que foi replicado pela iniciativa que atuou durante dois anos na região.

      A mudança se deve ao fim do convênio com a Prefeitura, o que implica na principal modificação: saem as ações de âmbito municipal realizadas pela ação de policiamento, enquanto a atuação dos agentes de segurança da Polícia Militar seguem acontecendo. Serão 33 policiais por dia nas ruas, complementando os esforços do efetivo do 19º BPM, e sediados na saída do metrô Siqueira Campos, ao lado da UPA.

     A novidade foi anunciada pelo secretário de governo e relações institucionais Cleiton Rodrigues, que se reuniu com a liderança comunitária e outros representantes no Palácio Guanabara na tarde de 9 de janeiro. Na data, Rodrigues observou que a segurança pública foi apontada como a melhor área de atuação do atual Governo do Estado em uma pesquisa recente, atribuindo esse êxito aos programas que integram Segurança Presente, que atua em regiões como Ipanema, Leblon, Aterro do Flamengo, Lagoa, Méier, Tijuca, Lagoa, Centro, Lapa, Barra da Tijuca e em outros municípios como Niterói, Duque de Caxias e Nova Iguaçu (Austin) – ele mencionou que, para grande parte da população, esse conceito diz respeito à tranquilidade em andar nas ruas usando um aparelho celular, por exemplo.

     De acordo com o secretário, o fim da parceria municipal gerou surpresa. “Fui notificado de que a Prefeitura ia romper o convênio, mas a função dela não é segurança pública. É conservação, ordem urbana…”, enumerou, mencionando a atuação do Governo do Estado em serviços que, em sua visão, possuem lacunas, como a Marcha da Cidadania, que oferece assistência a pessoas em situação de rua. “Ela foi criada pelo Estado para suprir a carência de trabalhos da Prefeitura”.

     A interrupção inesperada colocou em xeque o projeto em Copacabana, já que as limitações orçamentárias impostas pelo regime de regulamentação fiscal, determinado pelo Ministério Público (MP). A solução encontrada por Rodrigues foi financiar a novidade com o Fundo Estadual de Fomento à Operação Segurança Presente (Fefosp), aprovado na Alerj no final de dezembro e que é alimentado pela Lei Orçamentária Anual (LOA), doações e empréstimos, aplicações, dentre outros, como a participação da iniciativa privada. “Se o MP continuar entendendo que não posso fazer isso, vamos ao Judiciário”, prometeu, informando que o próprio governador Wilson Witzel se recusou a deixar Copacabana sem atuação do programa.

     Aumentando a integração com a população, é previsto, assim como existe no Rio + Seguro, um Whatsapp de canal direto com os moradores e frequentadores, mas até o fechamento desta edição, o número ainda não havia sido divulgado. É prevista também a divulgação dos resultados mensais e de algumas estatísticas, como prisões, apreensões e capturas de pessoas com mandados de prisão em abertos, em panfletos distribuídos na área de atuação, além de reuniões periódicas com os cidadãos.