O Jornal Posto Seis começou 2020 mais próximo de seus leitores. Em meados de janeiro, a distribuição em bancas de jornal foi ampliada com o cadastramento de aproximadamente 60 endereços que multiplicaram a oferta, dividida em mais espaços.

     No Leme, o funcionário de uma banca, Vittorio Chianello, é proativo em anunciar o jornal: “A gente bota aqui na frente (junto dos veículos de circulação diária) e sempre ofereço. Falo para todos: ‘olha, já chegou o Posto Seis. Você quer?”. Muitos fregueses já acompanham o jornal”, aponta, mostrando também integrar o público atendido pelo veículo: “Eu sempre leio! Mesmo quando a gente não recebia, eu pegava lá na Avenida Prado Junior”.

     Proprietário de outro espaço na Rua Ministro Viveiros de Castro, Carlos André destaca a grande procura: “Estou trabalhando com o Posto Seis há alguns meses. Ele traz muitas propagandas do comércio da área. É isso que os leitores querem”. Naquele ponto, a procura é majoritariamente por parte de idosos: “Aquela galera ainda não se acostumou com a internet e prefere o impresso”.

     Já na Rua Bolívar, o interesse se dá por todo o público: “Muita gente pega, como o pessoal da casa de câmbio, da administradora de imóveis, aqui do prédio… Sempre passam moradores pegando”, analisa Moacyr José de Souza. Uma de suas estratégias de distribuição é manter poucos exemplares em uma mesa em frente à banca. “Coloco alguns aqui para não levarem tudo de uma vez só”, comenta.

     A proximidade com o público também é apontada por Fioravanti Giglio, que mantém uma banca na Rua Leopoldo Miguez. “O pessoal comentou muito quando saiu a minha reportagem (publicada na edição 519). Fiz 50 anos aqui nesse ponto e todo mundo disse ‘Foi ótimo!’ ou ‘Que bacana!’. Os leitores são pessoas daqui!”. Para ele, o sucesso do Jornal Posto Seis nas bancas se deve ao fato de a distribuição ser gratuita: “O público, para comprar jornal, está muito fraco. Com o Posto Seis, o pessoal mete a mão e leva”.

     Na Rua Francisco Otaviano, o veículo também faz sucesso tanto nos antigos pontos de distribuição como nos novos. “Estou há 22 anos no local e trabalho com o Posto Seis há uns 15. As pessoas passam e pegam”, comenta Maria Lúcia da Silva, que exalta a procura entre cada reposição: “Quando acaba, me perguntam se vai chegar mais”.

     Na mesma rua, uma semana foi suficiente para o funcionário de outro espaço, Pablo Maciel, atestar o interesse do público. “Um rapaz veio na semana passada, fez o cadastro e no dia seguinte já enviou o jornal. O pessoal vem comprar os outros jornais, aproveita e leva”, comemora, dizendo também não haver restrições: todos os públicos procuram o material.