Luisa Lins

     O aumento de casos de coronavírus ao redor do mundo tornou-se notícia nas últimas semanas. Já foram contabilizadas milhares de pessoas infectadas na China e em outros países, além de haver mortes registradas. Apesar de tantos dados veiculados acerca dos pacientes, muitas pessoas ainda têm dúvidas acerca dos riscos e do diagnóstico.

     Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família conhecidos desde meados da década de 1960. O nome se deve às espículas (estruturas que se assemelham a espigas) em sua superfície, o que remete à uma coroa. Os sintomas se assemelham com os de um resfriado: tosse, dificuldade respiratória, dor de garganta, febre, entre outros, mas só é possível fazer o diagnóstico correto com exames laboratoriais, que identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias. Crianças pequenas, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves, o que exige atenção redobrada.

     De acordo com o biomédico Raphael Rangel, existem algumas maneiras de tentar se proteger: “As pessoas devem ter cuidado em ambientes com aglomeração de pessoas, como o metrô, utilizando luvas e máscaras”, explica. A Sociedade Brasileira de Infectologia divulgou uma lista de cuidados a serem tomados, visando a prevenção. São eles: evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar; usar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar nas mucosas dos olhos; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

     Ainda não há vacina contra o coronavírus, assim como algum medicamento específico. Em caso de confirmação do diagnóstico, indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade como pneumonia e insuficiência respiratória, podem ser necessários suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica.