De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 5% da população brasileira sofre de incontinência urinária, totalizando mais de 10 milhões de pessoas que convivem diariamente com a perda involuntária de urina. Apesar disso, de 70% a 75% não procuram tratamento médico. Para chamar atenção sobre a doença, vasos sanitários foram instalados no calçadão de Copacabana (entre os postos 2 e 3), na segunda edição da exposição Pee Parade, trazendo obras de artistas plásticos do Rio inspiradas em histórias reais de pacientes. A exposição acontece até o dia 27 de janeiro, das 9h às 19h.

“Acreditar que a incontinência urinária é um problema normal que surge com o envelhecimento é um engano. Ela pode ser controlada e tratada”, explica o urologista Sebastião Westphal, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, que promove a campanha. Ele alerta que o problema não é apenas físico, pois afeta aspectos emocionais e psicológicos, além da vida social, ao atrapalhar tarefas cotidianas. “Quem sofre com incontinência urinária não pode ficar muito longe de um banheiro e chega a ir mais de oito vezes por dia”, continua.

A campanha “Pee Parade – Pare para entender. Entenda para parar” teve início em 2018 com uma exposição no shopping Vila Olímpia, em São Paulo. Em seu segundo ano, a ação trouxe peças inéditas, convidando o público a compartilhar fotos das obras nas redes sociais por meio das hashtags #peeparade #pareparaentender #euapoiopeeparade. “Sei que alguns estranharão o suporte, que é um vaso sanitário, mas acho extremamente importante quebrar tabus, ganhar as ruas para iniciar um debate. O problema começa, muitas das vezes, no medo de se expor. Saber que esse trabalho pode melhorar a qualidade de vida de muitos, me faz sentir parte da vida dessas pessoas”, conta a artista Patrícia Brasil, criadora de uma das obras expostas.

Existem quatro tipos de incontinência urinária: de esforço (perda de urina que ocorre ao tossir, espirrar, caminhar, correr, pular); de urgência (perda de urina associada a um desejo súbito e urgente de urinar que ocorre porque o indivíduo não consegue chegar a tempo no banheiro); mista (quando a pessoa apresenta os dois tipos de incontinência urinária); e paradoxal (quando a bexiga está extremamente cheia – causada pela incapacidade de esvaziamento da bexiga – e a perda ocorre por uma espécie de transbordamento). “É primordial conversar com um médico urologista e descobrir qual é a melhor opção de tratamento para você. O diagnóstico precoce é fundamental”, adverte Westphal. Mais informações podem ser encontradas em www.pauseaincontinência.com.br.

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia

Foto: Cadu Andrade