Desde meados de maio, os hospitais estaduais estão obrigados a fornecer informações dos pacientes internados com COVID-19 a familiares. A imposição se deve a uma norma técnica, já em vigor, e determina que os contatos, diários, devem ser feitos preferencialmente pela equipe de serviço social e constar nos prontuários de cada um.

A nota técnica, que está em vigor desde sua publicação, dia 8, engloba todas as pessoas que permaneçam por mais de 24 horas em cada unidade. É necessário cadastrar algum parente para ser o responsável por receber as notícias e esse registro pode ser feito posteriormente ao ato da internação, caso não seja possível realizá-lo no momento.

Tal demanda se deu devido à dificuldade de contato entre as partes, já que as famílias não podem ir aos hospitais devido ao alto risco de contágio e os médicos e enfermeiros ficaram sobrecarregados com o aumento repetino do número de pacientes a serem atendidos – houve casos em que o óbito foi informado dias depois. Por este motivo, muitas pessoas procuraram ajuda.

A novidade ainda é tema de um projeto de lei que até o fechamento dessa edição, ainda tramitava na Alerj. Proposto pelos deputados Carlo Caiado, Delegado Carlos Augusto, Vandré Família, Capitão Paulo Teixeira e Subtenente Bernardo, ele propõe a criação de uma central de informações através da qual, por meio do site da Secretaria de Estado de Saúde, os familiares poderão efetuar o cadastro, mediante comprovação documentada. A partir de então, deverão ser comunicados ainda sobre todos os procedimentos já realizados e também os agendados. Qualquer mudança no estado de saúde seria informada por telefone.

Em paralelo, outro projeto de lei promete multiplicar os leitos com disponibilidade de respiradores. Publicado em 6 de maio, ele autoriza a transferência deR$5 milhões do Fundo Especial da Assembleia Legislativa à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), para pesquisa científica voltada ao desenvolvimento e construção de respiradores mecânicos . Através desse investimento, é previsto que sejam fabricadas 1 mil unidades, que serão entregues aos hospitais em até um mês a partir daquela data.