Luiza Lunardi

     Terceiro e último livro da “Trilogia do Apocalipse”, “A besta de Pasadena” é o mais novo romance do autor Ilmar Penna Marinho Júnior. A série é inspirada no desaparecimento da cena 75 da Tapeçaria do Apocalipse, que existe e pode ser encontrada nos corredores do Château d’Angers (Castelo de Angers, em tradução), na cidade de Angers, na França. A obra tem 107 metros, e o extravio da cena da besta intrigou Ilmar quando visitou o local, o que o levou a escrever os três livros.

    Na série, a besta toma formas diversas, e promove conflitos ao redor do mundo. No primeiro livro, “A besta dos mil anos”, a personagem aparece na favela da Rocinha, dominada por violentos traficantes. Já em “A besta de Lucca”, a besta dá as caras na cidadela medieval de Lucca, na Itália. Em “A besta de Pasadena”, a volta do quadro 75 à tapeçaria no Castelo de Angers coincide com o início da Operação Lava Jato, e com os primeiros indícios dos escândalos de corrupção que vieram à tona no Brasil.

      Segundo o autor, sua obra, que ele próprio classifica como um romance político, traz uma mensagem de esperança no cenário atual da política brasileira. “O livro tem uma importância extremamente atual de reflexão, porque aborda um episódio de impunidade de corrupção. A história tem uma mensagem de combate ao crime organizado a nível político-empresarial e de esperança de que a justiça seja igual para todos, inclusive nos crimes de colarinho branco”, aponta Ilmar.

      O leitor que acompanha a trilogia desde o lançamento do primeiro volume, ou o que pretende começar a ler agora, pode esperar mudanças significativas, principalmente no tema. “No terceiro livro, a trama muda e gira em torno da corrupção sistêmica e da sua descoberta pelas bem-sucedidas investigações da Lava Jato. Fica ressaltado o crescimento da indignação pública contra o esquema de perpetuação da impunidade, a começar pela esquecida refinaria de Pasadena”, adianta o autor, reforçando as reviravoltas presentes. “O leitor perderá o fôlego com tantas emoções neste romance policial que tem um viés político do primeiro capítulo à última página. Merece destaque o ascensorista Alberto, com as suas narrativas, e o conflito entre a jornalista investigativa Julia e o advogado criminalista Eduardo”, finaliza Ilmar.

      O título leva o selo da Editora Jaguatirica e já está disponível para compra nas mais importantes livrarias do Rio de Janeiro.