Moradores de Copacabana, do Leme e do Arpoador reuniram-se com o governador Wilson Witzel na manhã do dia 29 de agosto. O encontro foi programado para que os representantes das referidas regiões apresentassem as dificuldades de cada região. Dentre as demandas, ficou definido o retorno do capitão Hugo Coque à coordenação policial do Rio + Seguro.

     Na data, foi levantado que os principais problemas da região referem-se a falta de segurança, população em situação de rua e ordem pública. Foi mencionado ainda que, além da grande densidade populacional, a área também recebe, diariamente, um intenso fluxo de turistas e moradores de outros bairros que chegam à vizinhança em busca de serviços, o que, para os presentes, torna imprescindível o policiamento de proximidade, criando um elo de confiança entre a sociedade e a segurança pública. Com base nisso, os moradores pediram o retorno do capitão Hugo Coque ao Rio+ Seguro, profissional apontado como o adequado para tratar das questões referentes a um bairro tão grandioso quanto Copacabana, o que foi deferido no mesmo momento por Witzel, convocando o agente a se apresentar na reunião e assumir imediatamente.

    O governador também acatou outros pedidos, como o de autorizar viaturas baseadas em pontos críticos após o horário do programa Rio + Seguro e o de aumentar o efetivo do 19º BPM. Os policiais adicionais, além de atuarem na vigilância das ruas, também seriam alocados nas UPPs, ampliando os trabalhos delas.

    A população em situação de rua foi outro dos assuntos levantados. Hoje, o acolhimento é oferecido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, cujas ações são limitadas por um TAC firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público. Os moradores destacaram que há uma grande parcela de pessoas nesta condição vivendo com doenças infecto-contagiosas, além de patologias psicológicas que resultam em surtos que colocam em risco suas próprias vidas e a de terceiros. Dentre estes, segundo os presentes, muitos são dependentes de substâncias químicas das quais fazem uso constantemente e, para manter o vício, realizam furtos e roubos com faca, o que afeta a segurança pública.

    Por estes motivos, foi solicitado ao governador que fosse tratada, de forma prioritária, a possibilidade de internação involuntária dos incapazes de responder por si, o que também foi aceito. Os moradores destacaram ainda que o turismo também é prejudicado pela ausência de ações nesse sentido, visto que a quantidade de pessoas dormindo nas praias e no canteiro central da Avenida Atlântica, Nossa Senhora de Copacabana e ruas internas, gera sensação de insegurança, constrange e inibe, afetando a logística do comércio, o que gera prejuízo aos cofres públicos e a população. Em contrapartida, foi defendido que estes grupos sejam levados para abrigos, onde emitiriam documentos e participariam de cursos profissionalizantes, visando seus reingressos mercado de trabalho.

     A Marcha da Cidadania, ação iniciada cerca de duas semanas antes em integração com a Prefeitura, também foi solicitada de forma reforçada no bairro. Os trabalhos já haviam sido realizados na orla de Ipanema, no Parque Garota de Ipanema e na Praça General Osório, mas, devido aos pedidos, foi levado a Copacabana, começando pelo Posto 6, nas primeiras horas da manhã do dia seguinte ao da reunião.

    Por fim, outras solicitações foram feitas como retomada da construção do Museu da Imagem e do Som (que deveria ter sido inaugurado em 2012) e a reativação dos postos do Detran que foram fechados, como o de Copacabana.