Luiza Lunardi

   O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho (quarta-feira), foi marcado por mutirões de limpeza em diversos pontos da cidade, promovidos pela iniciativa Clean Up the World Brasil. Para dar maior visibilidade, as ações ocorreram no sábado anterior à data, dia 1º de junho. Um dos locais escolhidos para sediar o dia de mobilização foi a Praia de Copacabana, que reuniu voluntários para uma ação de coleta de lixo na areia e conscientização dos banhistas, através da distribuição de sacos de plástico biodegradável para o recolhimento de resíduos individuais.

      A remadora Fátima “Fênix” atua como “multiplicadora” (título dado aos voluntários) há alguns anos, e conta que sua vivência no mar a motiva a participar das ações. “Da canoa, já vi o pessoal resgatando tartarugas que comeram tampinha de garrafa ou guimba de cigarro achando que era comida. Gosto de ressaltar a importância de não deixar o lixo na areia antes de entregar o saquinho do Clean Up The World”, relata. Segundo ela, se deparar com um grupo já familiarizado com a causa defendida é motivo de alegr

ia. “São cidadãos conscientes, nós agradecemos, e o meio ambiente mais ainda.”

Foto: Luiza Lunardi

     Em contrapartida à experiência da remadora, a aluna do projeto “Natação no mar” Luciene de Andrade atuou como voluntária pela primeira vez durante o evento. “Descobri que ia acontecer porque recebi a informação no grupo de mensagens do projeto. Decidi participar porque nós já fazemos um pouco desse trabalho na aula e recolhemos o lixo que vemos nos percursos de natação ou stand up paddle”, revela. Para Luciene, o trabalho realizado é de extrema importância. “As pessoas devem entender que em algum momento também serão afetadas, e aqui estamos mostrando que é necessário comprometimento para o uso coletivo da praia. O lixo que cada um produz é responsabilidade própria, mas afeta a todos se não for devidamente descartado”, finaliza.

     Para o jornalista Mauro Franco, um dos coordenadores da iniciativa, é essencial incentivar os banhistas a recolherem seus resíduos. “As ações de limpeza em praias, rios, lagoas e matas são muito importantes, mas o principal é a equipe estar preparada para conscientizar as pessoas a recolherem não só os lixos que elas mesmas produzem, como também os encontrados no entorno. A distribuição de sacolinhas biodegradáveis é fundamental para o agente ter contato com o indivíduo, pois só assim conseguirá passar a mensagem de conscientização. Caso contrário, a limpeza será inócua, porque os voluntários retirarão determinada quantidade de lixo, mas no final do dia a sujeira será três vezes maior”, conclui.

    Segundo dados da Clean Up the World Brasil, 30 voluntários participaram da ação no sábado de mobilizações em Copacabana, e 40 quilos de lixo foram recolhidos. Em Ipanema, outro ponto que sediou mutirões de limpeza, foram 40 voluntários e 65 quilos de resíduos coletados. Para o presidente da iniciativa no país, Hildon Carrapito, a expectativa é que o engajamento da população aumente cada vez mais. “Os resultados foram muito positivos. Esperamos que nos próximos eventos mais pessoas participem”, finalizou.