A associação de Moradores e Amigos dos Postos 5 e 6 de Copacabana (AMA 56) acionou autoridades em reunião para discutir problemas no bairro. Além do mal funcionamento da saída do metrô na Rua Sá Ferreira, cujos elevadores e escadas rolantes estavam quebrados, outros assuntos foram debatidos como a necessidade de reforma do Túnel Sá Freire Alvim e as ocupações irregulares na Rua Saint Roman. Dentre os presentes estavam o superintendente da Zona Sul, Marcelo Mayvald; o comandante da UPP Pavão-Pavãozinho, Tenente Jeanderson Corrêa Sodré; o presidente da AMA 56, Fernando Corrêa Lima; e sua vice, Silvia Leal. O encontro aconteceu no dia 7 de março.

Sobre a segurança da região, alguns presentes elogiaram o trabalho da UPP, citando a diminuição no número de pessoas em situação de rua e usuários de drogas no entorno do túnel que liga às ruas Barata Ribeiro e Raul Pompéia. Entretanto, um dos principais questionamentos dos moradores continua sendo em relação à manutenção dessa passagem. A má conservação do espaço, segundo o presidente da AMA56, é reflexo de uma obra do metrô. ‘’Na época, a Rioluz consertou a iluminação das partes interna e externa, mas veio a obra do metrô e destruiu tudo’’, denuncia Fernando.

Além disso, a movimentação e ocupação na Rua Saint Roman foi alvo de críticas. Alguns moradores citaram o excesso de barulho causado por bares neste logradouro. Outra queixa foi referente às construções irregulares de edificações em passeio público, o que atrapalharia os transeuntes. Ainda no mesmo local, uma moradora constatou que a área reservada à Comlurb já não possui grades de delimitação, pois elas foram destruídas nas manobras dos caminhões de lixo. De acordo com a denunciante, como consequência, a região serve de abrigo aos que buscam observar estrategicamente os moradores e principalmente os policiais.

Os problemas de manutenção e funcionamento em determinados pontos da estação de metrô General Osório também foi tema de debate. Um morador apresentou um texto contendo registros que demonstram a ausência de planos de conservação dos equipamentos. Alguns pontos apontados foram a escada rolante e o elevador da saída Sá Ferreira (que estiveram quebrados do carnaval até o início de março, quando, finalmente, voltaram a funcionar); falta de funcionários nas plataformas da General Osório, Cantagalo e Siqueira Campos; ausência de bilheterias, e máquinas de compra de passagens constantemente quebradas.

A remoção do painel de azulejos que homenageia o frescobol, na Praça Sarah Kubitschek, também foi solicitada na reunião Segundo Maywald, o local, que era contemplativo e de convívio, está servindo de esconderijo de drogas e pessoas em situação de rua. Uma sugestão levantada por um presente foi o remanejamento da obra de Millôr Fernandes para tornar outro local a demolição do muro existente.

Em resposta às reclamações, o superintendente anotou os novos pedidos e disse que atendeu às solicitações de limpeza para a Praça Luiz Mendes, na esquina das ruas Raul Pompeia com Sá Ferreira, tema frequentemente levantado pelo público presente. A respeito da ocupação irregular na rua Saint Roman, Mayvald afirmou que a operação de remoção foi marcada três vezes, porém sem sucesso devido à demanda de policiamento em outros locais e alerta de tiroteios. No entanto, garantiu que a intervenção será realizada em breve quando tiver autorização da UPP.

Para o jornalista Mauro Franco, a ordem municipal está cumprindo o seu papel, diferente do governo estadual. “O que mais incomoda é a ausência do estado, está faltando representatividade. A prefeitura comparece às reuniões e age conforme suas possibilidades”, opina. Ele acredita, também, que os responsáveis pela administração do estado devem ser melhor elegidos para que os moradores tenham seus pedidos considerados. “Denunciar através da Alerj ou pela associação de moradores são coisas diferentes, cada uma tem um peso. Está faltando elegermos um representante estadual que nos dê voz e voto”, conclui.