Luisa Lins

O 19º BPM inspirou-se no programa já existente do município de Três Rios para criar o projeto “Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida”, que funciona em Copacabana desde agosto O intuito é proporcionar proteção às mulheres que sofrem qualquer tipo de agressão, seja verbal ou fisicamente, através de um atendimento especializado realizado por duas duplas, nas quais pelo menos um dos integrantes é mulher. O horário de atendimento desse serviço é das 8h às 18h, de segunda a sábado, mas, há flexibilidade diante das necessidades da vítima.

Em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ- RJ), os agentes auxiliam no quesito psicológico dos envolvidos e atuam de diferentes maneiras após a vítima sofrer a agressão. Os profissionais consultam as vítimas e com o aval positivo delas, vigiam a região onde se sente ameaçada para prevenção de qualquer ato suspeito. O contato é feito através do telefone

De acordo com o PM atuante no serviço, Cabo Silva, é oferecido um curso para que os policias saibam lidar com todos os envolvidos e as medidas a serem tomadas para cada caso, com o cuidado necessário. “Não é qualquer policial que pode ser convocado. O curso dura uma semana e é obrigatório ter, no mínimo, uma policial do sexo feminino em cada patrulha. Hoje temos duas treinadas, mas pretendemos atingir uma maior meta de mulheres”, explica.

De acordo com uma moradora que sofreu agressão do seu ex-genro, o atendimento foi eficiente. “Eu tinha medo de andar na rua porque eu e minha filha fomos agredidas pelo mesmo sujeito. Quando recorri ao Fórum, conheci esse serviço e achei muito eficaz. Eles entraram em contato comigo, pediram para eu contar meu caso e me deixaram mais calma. Realmente, hoje ao sair na rua, me sinto mais segura, pois eles rondam minha casa e ficam atentos a qualquer problema”, relata.

Para o coordenador do programa na unidade de Copacabana, o aspirante Ricardo Rosso, esse projeto tem auxiliado na segurança e contido os casos de violência contra mulher. “Aqui na unidade, 1.200 mil mulheres já foram atendidas e são gratas pelo amparo. No mês de dezembro, vamos fazer um café da manhã com uma palestra para as pessoas assistidas que quiserem comparecer”, informa.

Ainda segundo a moradora do bairro que sofreu agressão e teve seu pulso quebrado, o medo e a vergonha foram sentimentos presentes no momento do acontecimento. “Muitas mulheres passam por isso e eu vejo que o grande problema é a vergonha. Não precisamos ter esse constrangimento. Os agressores é que deveriam carregar esse sentimento. Se não denunciarmos, estamos sendo coniventes com o que ocorreu. Hoje, eu sei que as medidas estão sendo tomadas para uma punição do meu agressor, mas não sei precisamente os detalhes. Preciso cuidar do meu pulso, que ele torceu e apertou com toda a força e talvez seja necessário uma cirurgia. É muito triste, mas todas nós temos que falar e procurar a patrulha Maria da Penha, pois ela realmente auxilia com eficiência e nos dão amparo”, finaliza.

Informações sobre o programa podem ser obtidas através dos telefones 2332-7949 ou 97662-9086, para onde as denúncias também pode ser encaminhadas.