Prestes a completar seis meses, o programa “Rio + Seguro” segue recebendo elogios de moradores. O projeto, implantado em Copacabana e no Leme como pilotos do plano de segurança da Prefeitura, tem como objetivo intensificar o patrulhamento através do acréscimo do efetivo nas ruas, além de envolver outros órgãos como Cet-Rio, RioLuz, Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente, Riotur, Comlurb, Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Coordenadoria Geral de Espaço Urbano e Superintendência Regional da Zona Sul, todos coordenados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública.

De acordo com a página oficial, a proposta conta com 280 agentes de segurança adicionais, sendo 140 guardas municipais e 140 policiais militares, que contam com dois micro-ônibus que atuam como bases operacionais, dez carros, 33 motocicletas e 54 câmeras. Na ocasião do lançamento, o prefeito Marcelo Crivella destacou que a verba arrecadada com o aumento do IPTU garantiria a verba necessária para o funcionamento, assim como o Fundo de Ordem Pública, criado especialmente para isso. Na ocasião, o bairro de Copacabana foi defendido como inaugural pelo fato de atrair muitos turistas e concentrar altos índices criminais.

O sucesso é comemorado por quem vive na região: “Sou moradora de Copacabana, moro num pedaço do Posto 5 onde antes do ‘Rio + Seguro’, estava impraticável. Era uma ‘crackolândia’. Eu me sentia como se tivesse num filme de terror. Era assustador entrar em casa. Chegamos a pensar em contratar segurança patrimonial no quarteirão todo, mas felizmente o programa chegou e hoje a gente vive com muito mais tranquilidade. Os agentes são muito educados até na forma de abordar. Só tenho a agradecer por esse projeto. Que ele continue crescendo cada vez mais e se prolifere em todo o Rio”, diz a moradora Flávia Homsy.

Outra residente, Christiane Maia, também aponta melhorias: “O ‘Rio + Seguro’ foi um divisor de águas no nosso bairro. Existe o ‘antes e o depois’. Quem acompanha no grupo do Whatsapp ou vê as abordagens nas ruas sabem que os agentes são sempre solícitos e que eles atendem todas as demandas com prontidão. O projeto veio para aproximar mais a população dos policiais e nós só temos ganhado com isso. Queremos agradecer, de coração, todo o empenho prestado ao nosso bairro para que possamos viver com mais tranquilidade”.

A ideia surgiu a partir de uma indicação legislativa do vereador Marcelo Arar, que morou até seus 12 anos no bairro e estudou em Botafogo, onde também fez muitos amigos que vivem até hoje na região e que lhe cobravam uma solução nessa área. “Pediam para eu tentar o ‘Copacabana Presente’, mas o ‘Bairro Presente’ é do Governo do Estado em parceria com a Fecomercio. Como vereador, eu tinha pouca entrada. Apresentei a ideia ao prefeito, que pediu à Secretaria Municipal de Ordem Pública, que é quem cuida da segurança dentro da Prefeitura, um projeto”, lembra Arar, que cita que um amigo em particular como um dos principais requerentes: o capitão Michel Gaui, que atua no 19º BPM: “Ele falava que o efetivo não atendia Copacabana toda e que precisava de mais policiamento”.

Segundo Arar, os custos para manter o “Rio + Seguro” beiram R$600 mil mensais, o que tem gerado resultados notórios – de acordo com ele, nesse período, foram realizadas quase 200 prisões. A sensação de segurança tem agradado a moradores, que elogiam a iniciativa nas redes sociais, apontando melhorias em pontos específicos como o entorno dos postos 2 e 5 e sugerindo que os trabalhos tornaram-se imprescindíveis para o bairro. Os elogios também vêm sendo expressos em cartazes espalhados pelo bairro.

Entre dezembro e abril, o Rio + Seguro atuou em 53 crimes, 36 contravenções, 239 apreensões, três acidentes, 285 auxílios, três acidentes, 1.626 problemas relacionados a postura municipal, 20 questões envolvendo trânsito e 18 situações relacionadas com o meio ambiente, segundo dados informados na reunião do Conselho Comunitário de Segurança da região. Esse esforço resultou em melhoras numéricas, conforme os índices divulgados pelo Instituto de Segurança Pública: entre dezembro de 2017 e março de 2018 (os dados de abril ainda não haviam sido divulgados até o fechamento da edição), as duas delegacias que atendem a área abrangida registraram queda de 20,09% de roubo a comércio, 53,55% de roubo a veículos, 46% de roubo a coletivos, 30,83% de roubo de celulares e de 17,49% no indicador de roubo de rua em relação aos mesmos meses no respectivo ano anterior. “O Prefeito gosta do programa. O prazo de validade é, pelo menos, até o fim o mandato dele. Teremos pela frente quase três anos de projeto. Apesar de eleitoralmente ele não ser forte no bairro, mostrou espírito público com esse projeto”,finaliza Arar.