Uma das mais antigas da Praia de Copacabana, a rede de vôlei “Paulão-Bahia”, localizada no módulo 153, altura da Rua Souza Lima, atrai cerca de 25 jogadores fixos, em sua maioria moradores da região. O módulo pertencia ao fundador do grupo, o aposentado Robério Pontes de Oliveira, conhecido como Bahia, que passou a rede para o amigo e militar reservista de 71 anos, Paulo Roberto Alarcon, o Paulão. Há mais de 60 anos, Paulão pratica o esporte e comanda o espaço que reúne desportistas de várias idades.

“A rede está sempre em movimento. Só paramos quando chove”, afirma o líder que cresceu jogando na areia. Atualmente, diversas gerações têm oportunidade de se encontrar e trocar experiências, além de firmar um vínculo familiar, típico de esportes formados por equipe. “É uma atividade coletiva, então criamos laços com todos aqui”, conta o membro Luiz Oliveira, que participa há 36 anos e frequenta o espaço todo final de semana.

O jogador amador Roberto Ferreira de Barros, de 57 anos, também é assíduo. “Nasci no hospital, mas cresci aqui”, brinca, que pratica o esporte desde os 15, integrando ativamente ao módulo, que se renova a cada geração. “Tem uma galera da antiga que já se mudou e agora muitos garotos novatos estão no grupo”, conta, orgulhoso, Paulão. Para ele, o sucesso da rede se deve a seriedade do grupo. “Onde não tem disciplina, a coisa não funciona, vira bagunça. Quando a rede perde a liderança, ela acaba”, continua.

Sobre os benefícios do vôlei, Paulão não hesita: “Esporte é tudo para mim, é saúde”, diz, ao informar que a maioria dos membros da rede não possuem vícios, como, por exemplo, o cigarro, que pode atrapalhar o desempenho nas partidas. Segundo ele, a paisagem é um diferencial: “Jogar na praia é uma beleza”, finaliza, admirando a vista local.