Luiza Lunardi

     A festa “São João do Arpoador” ocorreu nos dias 14, 15 e 16 de junho, no Parque Garota de Ipanema, com barraquinhas de comidas típicas, brincadeiras, feira de artesanato e apresentações artísticas. Além de levar as festividades juninas para mais perto de moradores e turistas, o evento apoiou o movimento “Nós na Fita – Fazendo o Bem Sem Olhar a Quem”, com espaço dedicado a um desfile de modelos com síndrome de down e exposição de quadros de pintores com deficiência. 

     Presidido por Cheila Felton, a iniciativa Nós na Fita se dedica a valorizar o trabalho de artistas com necessidades específicas, mostrando seus talentos e superações. O projeto se mantém com arrecadações a partir de um negócio próprio, o Brechó Abençoado. “Meu empenho maior é fazer um trabalho de inclusão”, conta Cheila. Durante a festa junina do Arpoador, os pintores Luciano de Souza e Victor Pesant, membros da Associação de Pintores com a Boca e os Pés (ABBP), desenvolveram trabalhos ao vivo e expuseram suas obras na tenda do Jornal Posto Seis, que serviu de ponto cultural ao longo da festa.

     Além do talento dos pintores levados pelo projeto, o desfile de modelos com síndrome de down também fez sucesso no arraiá. Usando trajes expostos no brechó, os participantes desfilaram no palco principal e improvisaram uma quadrilha com o público. “Foi muito legal, várias pessoas que estavam sentadas se levantaram para dançar”, relata a presidente do Nós na Fita.. Ao final, uma votação foi feita para escolher o caipira mais bonito e a caipira mais brega, com distribuição de certificados impressos pelo Jornal Posto Seis para os vencedores.

     A iniciativa “Nós na Fita – Fazer o Bem Sem Olhar a Quem” aceita doações de roupas, sapatos e bijuterias em bom estado para serem doadas a famílias carentes apoiadas pelo movimento, ou vendidas pelo Brechó Abençoado, tendo parte da renda revertida para o projeto. Do mesmo modo, recebe doações de materiais recicláveis (desde linhas de costura até latas e tampinhas de metal), usados para as produções artísticas de outros membros da iniciativa. As obras também são vendidas no brechó e, neste caso, o dinheiro arrecadado serve para complementar a renda familiar dos artistas envolvidos.