Luiza Lunardi  

     No dia 9 de maio, a Confecção da marca Bazis, representada por Raíssa Bazílio, e pela analista de marketing Julia Mattoso, levou doações para o Solar Meninos de Luz, organização filantrópica que atende crianças e adolescentes dos morros Pavão Pavãozinho e Cantagalo. Recebidas pelo diretor executivo do Solar, Guilherme Maltaroli, e pela analista de comunicação, Raquel Maia, as representantes da Bazis foram conduzidas para uma visita na instituição.

     A mudança do espaço de confecção das peças da Bazis foi o ponto de partida para a doação. “Estamos dando roupas, um armário, lápis de cor, lixeiras, cestos, e outros materiais de escritório que tínhamos em excesso e não vamos usar”, contam as representantes da marca. Em meio aos diversos artigos que foram entregues, estão alguns brinquedos da filha de Raíssa. “Ela já está crescidinha agora, deixou de brincar com algumas coisas e eu resolvi colocar junto”, explicou.

     O Solar Meninos de Luz, hoje administrado por Guilherme e sua irmã, Isabella Maltaroli, foi fundado pela mãe dos dois, Iolanda Maltaroli, em 1984, após uma tragédia que atingiu o Pavão Pavãozinho no final do ano anterior. Uma caixa d’água rompeu no alto da comunidade, provocando um grande soterramento, que resultou em 12 mortos e vários feridos. Na ocasião, Iolanda morava na Rua Sá Ferreira, e subiu até o morro com os filhos, ainda crianças, para dar apoio e donativos às vítimas. O episódio aconteceu na véspera do Natal de 1983, e em seguida, a benfeitora começou a dar aulas de alfabetização e costura na favela. Hoje, quase 36 anos depois do início de tudo, os filhos administram o que a mãe, falecida em outubro de 2018, começou. Com 450 alunos, de idades entre três meses e 18 anos, atualmente o Solar Meninos de Luz possui cinco casas, um anfiteatro para 400 pessoas e um centro de apoio social, e promove uma educação de qualidade para os estudantes, que passam 10 horas na instituição diariamente.

    “Aqui as casas são separadas por idade, temos turmas que vão do berçário 1 ao terceiro ano do ensino médio”, explicou Guilherme, mostrando as construções uma a uma enquanto guiava as representantes da Bazis pelo Solar. Algumas das edificações pertenceram à figuras ilustres, como a que pertencia ao escritor Paulo Coelho, e hoje abriga a biblioteca, aberta para toda a comunidade. Quando deixou o Brasil, o romancista cedeu o imóvel para uso do projeto, e anos depois doou-a oficialmente para a instituição.

Créditos: Mauro Franco

     Para além das atividades rotineiras, outras iniciativas surgiram dentro da organização. É o caso da orquestra do projeto, que já esteve parada, mas aos poucos volta as suas atividades. “Já tivemos uma orquestra superbacana e agora estamos retomando, com um projeto incentivado. É uma parceria com o Instituto Reação, da Rocinha”, revela o diretor executivo do Solar.

Créditos: Luiza Lunardi

     Apesar da qualidade do ensino oferecido para os alunos da instituição, o Solar Meninos de Luz precisa de voluntários em diversas áreas para que a continuidade do trabalho oferecido não seja afetada. “Atualmente, estamos precisando de um psicomotricista, professor de música para bebês, psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, e de alguém para brincar com as crianças, um brinquedista, que é o mais difícil de encontrar”, desabafa Guilherme. Além do trabalho de voluntários, a instituição também se sustenta a partir de doações de instituições parceiras e membros da sociedade civil. Todas as doações são bem-vindas na sede administrativa do Solar, localizada na Rua Saint Romain, número 149.

     Para mais informações sobre o Solar Menino de Luz, acesse www.meninosdeluz.org.br.