Luisa Lins

     O 44/RJ Grupo Escoteiro Santa Cruz de Copacabana, mais conhecido como Escoteiros de Copacabana, tem a proposta de auxiliar e ajudar a desenvolver nas crianças e nos jovens potencialidades físicas, intelectuais, sociais e afetivas, além do contato com a natureza. Uma das atividades principais são os acampamentos. Também estão presentes nos encontros tarefas manuais, como a produção de massinhas com as crianças e culturais como visitas à exposições. As reuniões ocorrem aos sábados à tarde, na Paróquia Santa Cruz de Copacabana, mas as atividades acontecem em lugares variados do bairro e arredores, sem espaço físico definido.

     O Escotismo contribui com uma educação realizada de maneira informal, por meio de dinâmicas e jogos, desenvolvendo o trabalho em equipe e o espírito de liderança. A partir dos seis anos, a criança já pode se desenvolver como “lobinho”, categoria em que permanece até os dez. Com 15 anos, o jovem passa a ser chamado de sênior; aos 18, de pioneiro e a partir dos 21, há duas opções: ou o integrante deixa de participar ou se torna um voluntário, o que foi o caso de Leonardo Vieira. Hoje, o diretor de métodos educativos também é o responsável pela formação de voluntários e se mostra apaixonado pelo “Escoteiros de Copacabana”: “Sou professor, graduado em Letras, e atuo também como tradutor, porém, não me imagino sem o escotismo. Nós organizamos acampamentos para que o grupo vivencie na prática o trabalho em equipe”, afirma.

     A organização dos projetos e dos eventos contam com uma contribuição mensal em torno de R$35 para ajudar nos gastos de organização e transporte.“Vemos a situação financeira de cada família e remanejamos de acordo com o que dá para pagar. O nosso grupo abrange crianças de diversas classes sociais para que haja justamente a troca e a presença de realidades diferentes”, explica Leonardo.

     Segundo o diretor de métodos educativos, a cooperação é a base para que haja um bom convívio entre os participantes. A montagem da barraca é um trabalho em equipe, pois se não houver colaboração entre os escoteiros, a cabana não é montada. “Em nossas reuniões, tento passar os conhecimentos necessários para se obter uma educação plena e necessária para a sociedade”- finaliza.