A chegada de 2020 trouxe novidades à construção do Museu da Imagem e do Som. No dia 22 de janeiro, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) liberou o edital de licitação para contratação da nova empreiteira, etapa que havia sido suspensa nove meses antes. Com a novidade, finalmente será possível concluir a obra, paralisada desde 2016.

     A aprovação do documento, submetido à analise cinco vezes, se deu após alterações do instrumento licitatório realizadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras – na última análise, foram solicitadas sete mudanças. A partir desta autorização, cabe ao Governo do Estado remarcar o edital, que, antes da intervenção mais recente do TCE/RJ, seria em 30 de abril de 2019, e o prazo de assinatura do contrato se encerraria em julho.

     Este novo atraso soma-se aos diversos anteriores, que atrasaram a inauguração em, pelo menos, oito anos – o prazo inicial garantia que o prédio seria entregue à população no segundo semestre de 2012. Ainda em 2010, logo após a demolição das construções que ocupavam o terreno, a licitação para construção da parede diafragma (solução encontrada para partes subterrâneas, abaixo do nível do lençol freático) e da estrutura do edifício deveria ter sido iniciado em setembro, mas até o fim do mês seguinte, ainda não havia saído do papel. Em fevereiro do ano seguinte, a construção continuava sem ser iniciada devido a problemas que exigiram solução imediata, como impermeabilização do solo.

     Quando a obra alcançou o prazo previsto para conclusão, apenas 70% do edifício estava pronta, mesma porcentagem noticiada em 2017, cinco anos depois. Neste intervalo, o canteiro fora desmontado, assim como uma sala de exposições já inaugurada e que recebera três exposições. Nesta época, em meio à crise econômica do Governo do Estado, foi divulgado que a construção era financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que, portanto, não seria impactada.

     A retomada foi anunciada em 2018, sem que qualquer prazo fosse informado. As novas notícias estimavam que seriam necessários mais R$39 milhões, também financiados pelo BID (com as alterações aprovadas pelo TCU, o valor foi corrigido para R$21 milhões), além de investimentos de R$ 82 milhões em museografia, conteúdo, suportes, equipamentos, direitos autorais, acessibilidade e ações variadas. A autorização para a retomada fora concedida pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), órgão do Ministério do Planejamento, o que foi necessário por se tratar de uma operação que envolve um projeto financiado por empréstimo concedido por organismo internacional. Com essa licença, a próxima etapa seria o lançamento do edital que, enfim, foi autorizado em 2020.

     Até o fechamento desta edição, mais informações sobre esta etapa ainda não haviam sido divulgadas.