Luisa Lins

Durante o mês de outubro são realizadas diversas ações de conscientização sobre o câncer de mama. Uma delas, que já acontece desde 1997, é o Outubro Rosa, que tem como símbolo um laço de cor rosa. O principal objetivo do programa é o de compartilhar informações, promover esclarecimento sobre a doença, gerar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Existem vários motivos que provocam o aparecimento da doença. Fatores hormonais, comportamentais, ambientais e genéticos podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença. Mulheres de 50 a 69 anos ou que sejam mais novas, mas tenham histórico na família também podem contrair a doença.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), este é o segundo tipo de câncer mais comum no Brasil. Em 2016 foram 57.960 novos casos estimados. Algumas formas da auto identificação são: a presença de um caroço (nódulo) endurecido e geralmente indolor, alterações no mamilo, saída espontânea de líquido em um dos seios, pequenos nódulos no pescoço ou na região na axila e pele da mama vermelha.

Para a médica especializada, mastologista, Flávia Clímaco, o câncer de mama é a primeira causa de morte no sexo feminino. “O diagnóstico precoce é muito importante. É necessário realizar exames e o principal deles é a mamografia, que detecta pela imagem a doença em fase inicial, pois ele aponta os locais de tumores malignos. Além dele, existem os mais específicos como a ultrassonografia mamária e a ressonância magnética, que são indicados apenas nos pacientes jovens de alto risco”, completa.

Flavia conta que quando a doença já está em estágio avançado, as chances de sobreviver são menores. “O câncer de mama metastático (estágio IV) apresenta um pior prognóstico e baixas taxas de sobrevida. Em 5 anos, é de até 23% e, em 10 anos, de até 3%. Logo, os objetivos primários são prolongar a vida e aliviar os sintomas. Para mim, é necessário que os médicos orientem às mulheres sobre os aspectos normais das mamas e os possíveis sinais de suspeição da doença”, afirma.

Visando a necessidade de divulgação e alerta sobre o tema, o Inca promove debates desde 1990. A sanitarista da divisão de detecção precoce, Mônica de Assis afirma: “Nós trabalhamos e pensamos todos os dias em diferentes maneiras de apresentar informações sobre esse tipo de doença, através de uma comunicação didática e clara para leigos, é necessário falar sobre o câncer de mama”, finaliza.